O salto mais alto do sul do Brasil, com seus 196m de altura, localiza-se na tríplice divisa entre Prudentópolis, Guarapuava e Turvo, dentro do Parque Natural Municipal São Francisco da Esperança (847 mil m²). O parque oferece estrutura de lanchonente, banheiros e trilhas sinalizadas para visitação do mirante no topo da queda do Salto São Francisco, além do acesso ao pequeno Salto dos Cavalheiros, rio acima. Há uma trilha para chegar na base do São Francisco, mas é preciso tempo (muito) e experiência, pois além de não sinalizada é de grande dificuldade técnica.
Acesso: O melhor caminho (ainda que mais longo) é via Guarapuava. A partir do centro basta seguir pela Estrada do Guairacá, com asfalto quase até o parque (há sinalização na estrada).
Recanto Perehouski. Possui infraestrutura de banheiros, área para camping, churrasqueiras e quartos para alugar. O rio que corre dentro da área tem algumas quedas baixas onde é possível tomar banho. Como em todos os serviços da região, é bom agendar a visita previamente. Izabel, (42)9122-2994. Linha Paraná Sede - Prudentópolis - PR.
Princípio comum às teorias gerais do cicloturismo arcaico, prosáico e neoclassíclico que, baseado na observação pragmática latejante, reza que:
ponte = f#d!
O princípio sugere abolição do substantivo "ponte" na descrição de caminhos cíclicos, recomendando enfaticamente a adoção da interjeição "f#d!" em seu lugar. Diz-se que a substitução do termo foi originalmente proposta por não representar com relevância a posição geográfica em referencial altimétrico, enquanto "f#d!" exprime perfeitamente a posição dequátrica e soltastírica que corresponde à realidade cicloturística dos fundos de vale.
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| Saída | 06/01/2011 07:50h | Guarapuava - Centro | ||
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| Chegada | 06/01/2011 21:00h | Prudentópolis - Linha Paraná | ||
| Custo | R$ 42.00 | Compos | du lulis thiago heil | |
| Pedalada | 89.4 km | 7h 01' | 12.7 km/h | |
| Caminhada | 2.0 km | 0h 50' | 2.4 km/h | |
| Total | 91.4 km | 7h 51' | 11.6 km/h | |
| Itinerário | Guarapuava - Estrada do Guairacá - Guairacá - Salto São Francisco - Prudentópolis - RMs - Linha Paraná - Recanto Perehouski | |||
Finalmente vai começar (hã?) o Tour das Cachoeiras - uma expectativa não de duas páginas, eufórico leitor, mas sim de 8 anos! Agraciados com um belo amanhecer, partimos para o primeiro grande objetivo (sem dúvida enorme, episcopal, ou, simplesmente, a cachoeira mais alta do sul do país!): Salto São Francisco. Nessa hora você, dialético leitor, tenta entender o que esses infelizes (ou não) foram buscar em Guarapuava para chegar em um salto em Prudentópolis. A chave? Não. A queda está em uma tríplice fronteira (incluindo Turvo também), sendo que o melhor acesso é via segundo planalto. Tudo devidamente explicado, partimos pela simpática Estrada do Guairacá.
O asfalto de uma faixa (mão única, sóquedupla) nos guiou pelo caminho inicialmente bucólico e posteriormente caótico até o Salto. O transtorno não é rebeldia nossa, mas sim do peculiar relevo da região que oferece apenas duas opções: ou sobre pra caramba, ou desce pra caramba. E essa lei vale até a última hora da expedição (faz sentido ter muita cachoeira por lá).
Chegando no parque seguimos pelas trilhas mata adentro, esperando por um "descortinar" que viria em breve. E descortinou mesmo. O Salto São Fransciso é, sim, tudo que dizem - e mais o que não dizem. Expressar em linguagem escrita, fotografada ou mesmo videolada é difícil. Um belo e gigantesco vale é a vista que aquela queda tem todos os dias, e neste vale certamente há montanhas que passam os dias a admirar a beleza do imponente salto.
E então, arriscar descer a trilha até a base do Salto? Quanto tempo mesmo? 2h pra descer e 3h pra subir? Ah, desculpa, vai ter que ficar pra outra oportunidade! Um pouco acima, no rio São Francisco, ainda visitamos o Salto dos Cavalheiros, bela queda por onde gotas inocentes deslizam sem saber o que lhes espera à frente...
A êxtase do encontro com as águas, selada com um bom e merecido descanso na lanchonete do Parque, recarregou parcialmente as pilhas cicloturísticas. Sim'bora curtir mais algumas dezenas de km nas entranhas da Serra da Esperança? Mas sabe, né? Se subimos a serra por caminhos alternativos, a descida não pode ser diferente: lá vem mais estradinhas!
Falando em "lá vem", choveu denovo. Lá vem chuva! E lavou. Lavou ciclista, câmbio, corrente... lavou de barro, mas lavou. E parou. Mas o barro que secou, esse a gente que levou. E depois? Depois cabum!!! Não, não era mais chuva, era o pneu traseiro do Thiago, explodindo (de felicidade? não, hoje não). Depois de um remendo reforçado com um manchão tradicional seguimos felizes serra abaixo. Ou não. Porque chegamos em uma ponte. E, seguindo a teoria geral do cicloturismo, mais uma vez comprovamos: ponte = f#d!. Sobe?
Sol poente, seguíamos recortando e colando caminhos para chegar no tal Recanto Pereósqui (ainda não sabíamos pronunciar). Atrasados e empurrando, praguejávamos com as serrinhas e também sorríamos com a paisagem. O GPS, determinado, avisava: só faltam 1.500m! E de descida! E.... Cabum!!! Não, não era chuva, era a vez do pneu do Lulis estourar. Mais um. Sem manchão, sem saída e sem sem luz, o negócio foi optar por uma caminhada noturna. Chegamos no Recanto desfalecidos (o recanto era Perehouski desfalecidos estávamos nós). Lá fomos muito bem recebidos pela Dona Izabel que, em instantes, conseguiu criar um típico jantar ukraíno para o restabelecimento do sistema motriz do o². Comemos. E como. E como cansa!

Foto² 71
o expedicionário tenente diogo pinto de azevedo portugal, só que de mentirinha, digo, de bronze

Foto² 106
foto análoga à primeira visita a uma cachoeira séria da história do o²

Foto² 107
falando em memória, essa aí lembra o alongamento segundo aurélio