A localidade de Cercado situa-se no extremo nordeste do município de Palmeira (cerca de 32km do centro), fronteira com Campo Largo. O vilarejo de Cercado acomoda-se no alto, defronte à Serra do Chapadão (altitudes de 1060m a 720m), posição que confere-lhe o merecido título de "mirante".
Na região encontram-se as “Grutas do Cercado”, escondidas em meio ao grande vale. O acesso, não sinalizado, é feito por caminhada em campo aberto seguida de trilha de difiuldade alta (íngreme e precária) em mata fechada. A entrada da gruta principal é feita por um pequeno e estreito acesso em que é necessário passar agachado (necessário lanterna). Passadas as dificuldades revela-se uma grande gruta (cabem uns 3 biarticulados lá dentro!), com uma cachoeira ao fundo. A entrada principal, responsável por um pouco de iluminação natural, é praticamente inacessível sem o uso de equipamento de segurança, dado o desnível do terreno.
Acesso: Pela BR376, sentido Curitiba - Ponta Grossa, a entrada para Cercado fica 4,5km após a praça de pedágio de Witmarsum, seguindo pela direita na estrada de terra em meio às árvores. Dali são 13km até o mirante e o acesso às Grutas (informe-se no local).
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| Saída | 10/10/2009 07:45h | Curitiba - Tarumã | ||
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| Chegada | 10/10/2009 18:15h | Palmeira - Rio do Salto | ||
| Custo | R$ 5.00 | Compos+ | du lulis thiago arce gassner | |
| Pedalada | 114.4 km | 6h 12' | 18.5 km/h | |
| Caminhada | 2.0 km | 1h 20' | 1.5 km/h | |
| Total | 116.4 km | 7h 32' | 15.5 km/h | |
| Itinerário | Curitiba - BR277 - BR376 - Palmeira - RMs - Cercado - Gruta - RMs - Rio do Salto | |||
Preocupados com a seriedade e pontualidade do colega Gassner, partimos às pressas. Alguns minutos depois (depois do Gassner ligar, ainda sonolento, tentando encontrar-se e encontrar-nos), o grupo todo (O² e outros Gassners) inicia a expedição rumo oeste. O tempo seguiu abrindo, e nesse ritmo o pneu do arce também abriu na subida da serra - um furo só pra animar, parada estratégica.
Quilômetros depois, parada para o café da manhã (alguns pães mal preparados e barrinhas de cereal, fato que assustou nosso convidado), mas não sem antes fazer uma gracinha no pátio (ai, como era grande!) do posto. Quer achar graça também? Veja o vídeo!
A primeira entrada (ou saída da estrada) prevista acabou em um imprevisto (a placa de "propriedade particular não entre" era clara). Felizmente, tínhamos alternativa: pouco à frente tomamos o acesso para a localidade de N. Sra. Das Pedras, famosa pelas festas que por ali ocorrem. Sol quente e o vento contra, cansamos nos 13km até a Vila de Cercado.
Estávamos chegando na Vila - e, de repente, a Vila passou! Sem comércio aparente, as poucas casas e a pequena igreja são suficientes apenas para o local passar desapercebido. Passamos o breve almoço (réplica do café da manhã) deliberando sobre tentar ou não chegar às Grutas, com vistas ao outro atrativo que encerrava a visitação às 17h (o paredão de N. Sra. das Pedras). Já que estamos aqui: grutas!
Seguindo indicações da população local, voltamos pelo caminho e chegamos em um “ajuntamento de casas” que seria o “portal” para trilhas de acesso. Fomos recebidos por um senhor (que apelidamos carinhosamente por nome impróprio, então chamemo-lo aqui de "Seu Alcunha") que gentilmente nos guiou até o início da trilha.
Seu Alcunha havia exagerado um pouco, em 15 minutos estávamos nos barrancos, parte crítica (regada a escorregadas). E não é que a tal árvore estava lá? Não encaramos: tomamos um caminho lateral e, pouco à frente (e bem abaixo), já víamos a grande entrada da Gruta. Grande entrada, cercada de paredes por todos os lados, acesso inviável nas nossas condições... Então o desalento geral é quebrado pelo Gassner, gritando de dentro de um buraco que parecia uma toca de onça: "acho é por aqui, tô com a lanterna, o buraco segue apertado, mas segue."
E era isso mesmo. Descobrimos como é sujo estar por dentro das tripas (intestino, seu grosso!), até encontrarmos o estômago (só que pelo outro lado). Lá dentro o grande monstro cavernoso tomava água - no fundo escuro, ouvíamos a forte queda. Digerimos lentamente a estadia na gruta (de olho no relógio) antes de voltar para a terra do Seu Alcunha. De dia, felizmente, mas sem tempo para conhecer o Paredão (fica para uma próxima refeição).
Seguimos, chegando ainda de dia na Represa do Salto. A descida do vale foi tão impressionante quanto a beleza da região. Montamos nosso acampamento selvagem nas proximidades de uma grande queda - o próprio salto do rio do salto. Os pratos do jantar completaram o dia (pormaisque usemos canecas): macarronada ao fungi com amendoim (moitobão) e macarrão de viagem de sempre (menosbão).

Foto 27
purrrrrquê? é purrquê não pode mais rrrrrrraspar a cabeça?

Foto 58
ah, trilho outra vez, não! chega de pesadelo com ferrorama!!!

Foto 60
agora sim, o salto do rio do salto! mas tem mais dele amanhã