O² Expedição

Ponte dos Arcos

Com 585m de comprimento e 60m de altura, a Ponte dos Arcos provê ligação ferroviária entre Balsa Nova e Porto Amazonas (ou, em um âmbito maior, entre a capital e o oeste do estado do Paraná). Obra de engenharia singular, a ponte se ergue sobre o Rio dos Papagaios, próxima da confluência com o Rio Iguaçu, integrando a beleza rara do cenário local.
Referência: Guia Caminhos de Balsa Nova.

Acesso: Em São Luís do Purunã pergunte pela estrada do Tamanduá (acesso por túnel sob a BR-277). Siga-a até o trilho e, sem cruzá-lo, tome à direita. Pouco adiante já é possível avistar a ponte.

Ciclorootismo

s.m. (gr. kyklos; en. roots) 1. Cicloturismo de raiz, feito na raça, puro e bruto¹, sem maquiagens e frescuras, sem exigências e preconceitos, com poucos e limitados recursos, mas bem humorado e companheiresco. 2. Cicloturismo de raiz de mandioca suja, mesmo.

(¹) Sistema bruto, mesmo.

CicloCrossPost

Veja outros relatos desta mesma expedição:

Dois MegaPixel

Cicloturista Urbano

Galeria Gassner

Galeria Fsbricio

x2
Saída26/09/2009 07:15hCuritiba - Capão da Imbuia
Chegada26/09/2009 20:45hCuritiba - Capão da Imbuia
CustoR$ 12.00Compos+du lulis thiago fabricio gassner leandro luiz mildo
Pedalada158.3 km8h 31'18.6 km/h
ItinerárioCuritiba - BR277 - S. L. Purunã - RMs - Porto Amazonas - Tamanduá - BR277 - Curitiba

Ponte dos Arcos

Nosso histórico não mente: as últimas expedições foram realmente amenas no quesito dificuldade. E justo por este ponto adotamos esta aventura à ponte - um projeto daqueles... ...daqueles de soltar desde as tiras até os pedais (passando pelas caixas de direção, central, toráxica e craniana). Sim, até a Ponte dos Arcos nós já fomos, mas a idéia agora era fazer um passeio chegando pelo avesso (ali por Porto Amazonas, velho conhecido), pedalando por estradinhas rurais e pelo tremido (e temido) trilho.

Sob a batuta do SuperTag LPPS, saimos de Curitiba para encontrar o Luiz 2 megapixels depois do pedágio. Passagem breve por São Luiz do Purunã, logo estávamos sobrevoando o Recanto dos Papagaios. Nós O² insistimos em fazer uma tradicional trilha adicional, leve. Dez minutos depois todos estávamos com formigas aos pés e mato ao pescoço, caçando um retorno à rodovia (que só se via muitos metros acima).

Nota do Du: Sabe como é, né? Eu não queria ir pela trilha tradicional para evitar travessia de rio, tinha essa mais curtinha que estava perto da BR... Havia muito o que pedalar, apenas segui o instinto de sobrevivência - assim como as formigas! (se bem que quem come formiga é tamanduá, e tecnicamente ali já era Porto Amazonas, voltar para Tamanduá só depois de cruzar a ponte...)

Resultado do instinto? Vinte minutos abrindo trilha barranco acima. Aos desprendimentos de terra seguiu-se o desprendimento do pedal do Mildão, que se jogou no chão mas não ficou esperneando (o pedal, não o Mildão). SuperTag assumiu a identidade TagBike e deu jeito, seguimos pedalando frouxo.

Porteiras, estradas de areia fofa, patinação em areia (sugestão para os shoppings de Curitiba no verão!) e finalmente chegamos aos trilhos que levam à ponte. Só tinha um caminho a trilhar: pedalar pelos trilhos. E fomos: trilhadalamos (tremendos trilhos!) de maneira tão sinérgica que até os braços ficaram dormentes. Até a ponte. Ponte dos Arcos. Estreita, larga e, o mais importante: ferroviária. Era a hora.

Nós do O² já conhecíamos o lugar, confiávamos em esperar o trem passar para então atravessar a ponte com tranquilidade. Mas o restante do pessoal cansou de esperar e começou a atravessar. Pensamos, pensamos - e como os outros já se iam, oras, então vamos! Todos quase no final da ponte, exceto o O², quando alguém gritou...

Grito: OOO TREEEEEEEEEEEEEEEEEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não, um submarino. Claro que era o trem. O trem! Vindo rápido, e muito mais rápido do que esperávamos! Todos saíram da ponte salvos, salvo nós 3 do O², ainda na metade da dita. Desespero, correria, dá tempo, não dá, aimeudeus, e agora - vai acabar o O² aqui?

Outro grito: REEEFÚUUGIOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Meio aos trancos, com medo em cada fio de cabelo (e de pneu), nos espalhamos nos refúgios a rezar, dependurando as bicicletas. Refúgios? Plataforminhas de concreto meio que pendendo para fora, vários ao longo da ponte, mas todos precários (você não lembra?). A composição com quase 100 vagões demorou a passar, e nesse tempo olhávamos a fresta entre a ponte e o refúgio oscilando... Muitas coisas passaram na cabeça dos três, inclusive muito milho e soja. Pra entender mesmo só vendo as fotos e o vídeo (só assim mesmo, não tente fazer isso em casa - afinal, o trem pode estragar o carpet!).

Como se não bastasse o susto (e que susto!), o trem parou mais à frente, 3 vagões ainda sobre a ponte. Bloqueados, de castigo, os 3 sobreviventes não podiam sair dali. Mais uns minutos de espera e, finalmente, estradas! Depois de tanta bagunça (e com muita fome) seguimos para uma pousada da região, devorando um sistema bruto de macarrão, arroz, feijão e lingüiça (com trema mesmo - de fome e de susto, ainda).

Depois do almoço mais um desafio: atravessar a região de Tamanduá em direção à Fazenda Thalia (lembra?), mas por dentro do Vale - ou seja, pelo Rio das Mortes. O grande barato do lugar era a estrada que passava por dentro do rio (e vice-versa), mas quebraram o encanto e construiram uma ponte no local (sem refúgio, mas passa carro). Sem molhar os pés (e pneus), ascendemos 200m (subidinha discreta, em patamares) até voltar ao pedágio.

Antes de descer a serra, uma passadinha no Cristo para conferir a plástica recente. Nosso Tag navegador, exausto, não conseguiu mais renderizar o passeio e acabou voltando no carro com o Luiz. Na escuressência do dia, trilhamos uma volta tranquila, só que com todos vivos. Fora a câmera do Lulis (a oficial do grupo (ex, agora)), que suicidou-se no alsfalto, triste perda. No mais, todos ainda trem mendo, mas vivos.

Texto e vídeo por Du, roteiro e filmagem do quase-desastre-de-trem por Leandro, outras filmagens por Thi, fotos e comentários por Lulis.

Expedição publicada em 02/10/2009

Vídeo²

Arquivo GPX Arquivo KML Mapa Dinâmico
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Georreferências

Foto²s

Foto² 1
atrasados por conta de um pneu furado, pegamos o talharini (seta branca) de saída

Foto² 2
o néctar dos mildos, pêssego entalado, digo, enlatado direto na boquinha

Foto² 3
sabe a ponte dos arcos? sabe? então, não é isso aqui, não

Foto² 4
calma, thi, essa serra cansa só quando está assim, pra cima

Foto² 5
o taglia, pra variar, de saída (saída de banho amarela, presa na pochete)

Foto² 6
não alimente bicicletas nativas ou inativas. reprodução cíclica exclusiva em cativeiro

Foto² 7
o taglia parado. também, com o pneu furado quem estava de saída era o ar

Foto² 8
a primeira das muitas florzinhas que permearam o passeio

Foto² 9
a foto parece montagem, mas não é uma fraude: é uma fralda!

Foto² 10
o rio dos papagaios, calmo - dado que a taxa de visitação oscila muito

Foto² 11
o gassner e sua nova magrela do gassner

Foto² 12
diga lá: a foto está meio cheia de água ou meio vazia?

Foto² 13
lembra do pêssego entalado? isso aqui é uma compota

Foto² 14
o caminho estava realmente macro florido

Foto² 15
poderia até chamar esse episódio de passeio das flores

Foto² 16
mais? tem certeza que isso aqui é um site de cicloturismo?

Foto² 17
tem tanta flor que dá pra fazer uma coroa (até mesmo uma 48 dentes)

Foto² 18
não vou dizer que essa também é flor pra ninguém chorar até desabrochar

Foto² 19
é, tagmen, a trilha acabou quebrando um galho (e um pedal, de quebra)

Foto² 20
dou uma flor pra quem adivinhar a próxima foto!

Foto² 21
errou! mas asfaltou pouco pra acertar!

Foto² 22
o pessoal lá na frente visitando marco, o geodésico

Foto² 23
e o mildão se recuperando do pedal que rolou frouxo (literalmente)

Foto² 24
o sol deu as caras e a gente deu com a cara na porteira

Foto² 25
mas isso a gente contorna. ("isso" se refere ao vale lá no fundo)

Foto² 26
nem florzinha e nem mandioca suja, mas é um dos panos do ciclorootismo

Foto² 27
pedal listradinhas no campo, com direito a areiaplane

Foto² 28
vocês não estam sentindo falta das flores?

Foto² 29
ou o thi estava cansado (itambém pudera), ou a piada foi muito boa

Foto² 30
gassner e sua nova bike, a debutar - debutarprafoder!

Foto² 31
pra esses lados o pessoal definitivamente não sabe fazer ciclovia

Foto² 32
a hiperflorescência do passeio só não foi maior porque o foco aqui tá na folha

Foto² 33
daqui que vem o trem! ói, ói o trem - um legítimo piuí abacaxi!

Foto² 34
a ponte dos arcos. se você não consegue ver os refúgios, tente chegar mais perto

Foto² 35
as derradeiras fotos do triste dia de despedida de um componente do o²

Foto² 36
todo mundo se divertindo na ponte, achando graça dos refúgios

Foto² 37
sabe por que o iguaçú riu dos papagaios? porque a piada era ruim!

Foto² 38
olha, mais uma linda foto da.... ooolhaaaa oooo treeeeem!!!!

Foto² 39
aijisuis! aijisuis! segura a onda aí, porque aqui a louco motiva muito medo!!!

Foto² 40
o cicloturista pro lado de fora da ponte, bike mais ainda, e o trem à toda velocidade!

Foto² 41
presos na ponte pela parada de outrem: agora a gente que te empurra pra fora!

Foto² 42
o taglia, de saída de onde ele nem entrou, morrendo de fome (mas não de trem)

Foto² 43
o dú, recuperando o movimento aos poucos (aos poucos que ficaram na ponte)

Foto² 44
nessa altura quem pedalava mesmo era o estômago de cada um

Foto² 45
o almoço vai sair, dá pra ver no rosto dos meninos!

Foto² 46
mas antes uma pausinha para refrescar as sapatilhas

Foto² 47
a impressão que tínhamos é que o trem emergiria apitando a qualquer momento

Foto² 48
agora adeus ao diacho do riacho, vamos encher o bucho e raspar o tacho

Foto² 49
o tag, de saída, mas saindo quase carregado de fome

Foto² 50
olha só, mais uma pro álbumquê de fotos do dia

Foto² 51
esse negócio de flor tá desviando o foco do site, já

Foto² 52
então, que tal mudar um pouco de tema?

Foto² 53
não, não era bem isso que eu queria dizer...

Foto² 54
ok, chega de flores por hoje. de trem também

Foto² 55
aqui a feijoada batendo forte e o estômago ocupado demais pra pedalar...

Foto² 56
um pouco de céu azul e o macarrão não caiu bem no tagliarini

Foto² 57
a descida é divertida, mas a subida parcelada está bem à vista

Foto² 58
já sei!

Foto² 59
segundo thitágoras, o cultivo de pinheiros hidropônicos é comum na região

Foto² 60
olha, se ninguém contar que é florzinha eu finjo que é só de arroz

Foto² 61
e arroz não combina com macarrão, assim como tagliarini também

Foto² 62
e por falar nele, mais um pouco e ele e o lulis ficam literalmente na lanterninha

Foto² 63
o sol se indo... e a gente pegando o taglia pra cristo

Foto² 64
nosssinhora, como ficou boa a reforma! (ops, nosssinhora não, esse é o cristo)

Foto² 65
mais um momento de riscos no quadro atual de componentes e...

Foto² 66
...e a última foto da câmera do o², que pereceu de encontro ao chão. deixa muita saudade e florzinhas

Foto² 67
atendendo a pedidos, duas fotos com a definição visual de "cagaço"

Foto² 68
(estas duas fotos são um oferecimento de fabricio e gassner, não necessariamente nesta mesma ordem)

Antônio Carlos Heil
[29/11/2009 23:04h]
Thurma!!! revendo este passeio, fiquei propenso a pedir ao Lulis(se for o fotógrafo florídico) que mude profissão. Páre de perder tempo com essa mania de gastar seu domingo nessa coisa de andar por estradas poeirentas e se dedique a tirar de flores nas diversas estações do ano!!!
o² expedição
[30/11/2009 22:30h]
certo, e quem vai bater fotos para o o² daí? não podemos perder o nosso flortógrafo!
Antônio Carlos Heil
[29/11/2009 23:08h]
Du: ñ sou gay, mas a barbicha que vc atualmente está usando (de Bin Laden frustado) é coisa do passado. Pode até ser pedido da namorada ou vc vai dizer que ela te achou mais bonitinho assim, mas do jeito que tá, vc parece bem + velho que o Lulis. E tenho dito!!!
Caro leitor, sinta-se livre para comentar sobre esta expedição! Embora o O² não se responsabilize pelo conteúdo dos comentários (vide nossa política de uso), perceba que aqueles julgados inadequados serão enviados ao limbo eterno. Sem volta. Nem pedalando.

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