O² Expedição

A Gruta do Bacaetava

Quer saber sobre a gruta? Procura por aqui mesmo.

Tobateísmo

O Tobateísmo não constitui religião, seita, ou filosofia, mas sim a origem e o fim de absolutamente tudo¹.

O conhecimento tobateístico é regido por uma única verdade universal irrefutável: absolutamente tudo é praticamente uma tobata. Exemplifiquemos a verdade que impregna essa assertiva (leia pausada e atentamente para melhor compreensão):

Uma bicicleta é praticamente uma tobata: se você pegar uma tobata, colocar uma bicicleta e tirar a tobata, fica praticamente uma bicicleta - só que sem a tobata.

É fácil observar que essa conjunção de axiomas é válida não somente para bicicletas, mas também para outros objetos, elementos, energias, sentimentos - em suma, extende-se para absolutamente tudo.

Considere-se a hipótese bíblica de que no princípio era o caos. Ora, o caos é praticamente uma tobata: se você pegar uma tobata, colocar o caos e tirar a tobata, fica praticamente o caos - só que sem a tobata. Sendo assim, demonstra-se que no princípio era a tobata. Mesmo teorias divergentes encontram um ponto consensual no tobateísmo, como a teoria do big-bang, praticamente uma big-tobata, e teorias evolucionárias como o darwinismo, uma vez que até mesmo o próprio Darwin era praticamente uma tobata.

Dito isto, presumindo a compreensão da extensibilidade ad-infinitum da grande verdade universal irrefutável, resta selá-la demonstrando que, apesar de absolutamente tudo ser praticamente uma tobata, o verdadeiro grande mistério reside justamente nela: a tobata. Sim, pois uma tobata é inequivocadamente absoluta ao extrapolar os limites do regimento universal tobateístico, dado que uma tobata não é praticamente uma tobata: uma tobata é exatamente uma tobata! Prova-se: se você pegar uma tobata, colocar uma tobata e tirar a tobata, fica exatamente uma tobata - só que com a tobata!

Por fim, é mister observar que o Tobateísmo é uma verdade livre e irrestrita: praticamente qualquer um pode compreender, assimilar e disseminar o tobateísmo, uma vez que qualquer um é praticamente uma tobata. Só que sem a tobata.

(¹) Só que com a tobata.

CicloCrossPost

Veja outros relatos desta mesma expedição:

Galeria Gassner

Cicloturista Urbano

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Saída11/06/2009 07:20hCuritiba - Tarumã
Chegada11/06/2009 13:40hCuritiba - Tarumã
CustoR$ 0.50Compos+du lulis thiago christian daniel gassner leandro mildo
Pedalada74.0 km4h 10'17.8 km/h
ItinerárioCuritiba - Almirante Tamandaré - RMs - Trilha do Cachorro Louco - RMs - Colombo - RMs - Bacaetava - Rodovia da Uva - Curitiba

Cachorro Louco e Bacaetava

Falar de lama por aqui parece estar se tornando lugar-comum (lugar-sujo-comum), não é, assíduo leitor? O site é marrom, as fotos são marrons, os assuntos estão cada vez mais marrons... Tanto que às vezes você se pergunta se o monitor não está com defeito, não é? Fique tranquilo, catódico leitor, não é seu monitor, mas sim o clima destas curitibanas cercanias que está com defeito! E, pior, deve continuar assim, pode aguardar mais sujeira por aí...

E já que o assunto é sujeira, vamos ao passeio. O passeio que foi por água (suja) abaixo sem cumprir seu objetivo inicial, as "cachoeiras do bacaetava". Sujeira ter deixado de ver as cachoeiras, mas o Bacaetava acabou dando as caras depois de deixarmos o cachorro louco (uma trilha do cão, recomendação do então plugin de navegador, o tortellínico Talharini).

Mais uma expedição guests on, ou seja, com mais participações externas do que internas (outro lugar-comum por aqui, não?). Participação especial do nosso amigo Mildão (um homem com um sistema nervoso brutal, ou um nervoso sistema brutal, ou um brutal e nervoso sistema sistemático axionímico), estreando a sua recém adquirida camiseta da edição especial (mais que especial!) do O².

SAC O²: Se você, conservador leitor, acha que este tipo de interação é absurda, que fere a moral e a ética daquela que outrora fora considerada exemplar organização grupal cicloturística (um grupo), envie-nos um email juntamente com cinco rótulos de produtos O² expedição respondendo: "qual é o site que joga lama no seu ventilador?" e concorra a duas piadas privativas completas, ida e volta, com direito a acompanhante.

A diversão começou no centro, ao mirante (tamandaré!), com uma rua em obras que se transformou em um canteiro de lama (ou um lameiro de canto, mas com certeza com mais lama do que obras), que depois se transformou na trilha do cachorro louco (alguém tem que saber explicar a origem desse nome), que depois se transformou no centro de Colombo, e algum tempo depois se transformou em lama por todos os cantos. Lama daquele tipo que na descida espirra e na subida tobateia.

Muita lama. Lama funda, lama rasteira, lama densa, lama ralinha, lama no chão, lama no ciclista, lama na bike, lama molhada, lama sequinha (isso é pó, mas já tá grudado).

Mantra da lama pelo lama lama-lama

Nesta altura o GPS humildão apontava mais 20-ou-mais km para as cachoeiras, enquanto o LPPS (LPPS - Local Person Position System) raviolli apontava mais-ou-menos-5 km. Resultado: vence a tecnologia LPPS (e agora o GPS tem que ser humildo de assumir o erro). Independente da distância, já próximos da saída para o caminho das cachoeiras decidimos, de forma unicamente úmida e humilde, reprogramar o trajeto e buscar a gruta. O O² já havia estado por ali há tempos, dessa vez voltamos com mais gente, lanternas e um guia. As fotos mostram o quanto não se vê por lá.

Algumas horas depois estávamos no centro de Colombo, comendo o ovo do Mildão (temos fotos!) e decidindo sobre o rumo da vida de cada um: o arce escolheu ser engenheiro da produção civil; o leandro e o gassner escolheram procurar uma churrascaria; o resto do pessoal escolheu ir pra casa, mesmo.

Para consagrar o encerramento do passeio, uma iniciação. Disseminamos o tobateísmo (vide outrélio) a ponto de converter, digo, convencer o Gaessner de que que até mesmo a mulher dele é praticamente uma tobata. Só que sem a tobata.

Texto por Du, retexto e fotos por Lulis, sistema operacional alternativo por christian-debian-guy, desvio padrão por Leandro, iniciação tobática por Gassner, camiseta especial por Mildão.

Expedição publicada em 07/08/2009

Arquivo GPX Arquivo KML Mapa Dinâmico
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Georreferências

Foto²s

Foto² 1
mas não é uma participação especialmente humilde?

Foto² 2
lendo lábios do du: eu já vi esse desenho em algum lugar...

Foto² 3
começo da trilha do cachorro louco, o maddog, só que sem o cachorro

Foto² 4
o pessoal humildamente aguardando para fazer a travessia

Foto² 5
pessoal, abanando o rabinho para uma travessiazinha do cão

Foto² 6
lama assim é sujeira - cachorrada, né?

Foto² 7
uma empurradinha para pedalar sem a tobata

Foto² 8
todos desmontados, acho que é hora de montar e partir

Foto² 9
é praticamente aquilo que você está pensando mesmo

Foto² 10
só que com o gassner fotografando, e sem a tobata

Foto² 11
uma tobata! ah não, é só um pano de fundo de cachorro louco

Foto² 12
como diria mildão: muuuu, muuuu, muuuve!

Foto² 13
mas aquela foto 11 tinha tudo pra ter uma tobata, não?

Foto² 14
atravessando o centro colombo. colombo molhado!

Foto² 15
sem lama, opa, opa, ou é só impressão?

Foto² 16
vambora, gente, que ainda vamos em busca das cachoeiras!

Foto² 17
olhando desse ângulo é praticamente uma ovelha. e sem a tobata

Foto² 18
todo cara que pedala de amarelo tem mais é que pedalar mesmo!

Foto² 19
assim como os caras de azul (não como todos, com todo respeito)

Foto² 20
pôxa, quanto cara de azul! há!

Foto² 21
o spaguetti figurou de extensão de navegador dessa vez

Foto² 22
não adianta, vocês vão ter que nos acompanhar, com ou sem tobata

Foto² 23
olha quem caqui!

Foto² 24
de longe, o gassner é o menos marrento

Foto² 25
até que estamos alto pra colombo - colombo molhado ainda!

Foto² 26
cicloturismo é assim: o comentário da foto 25 cai bem na 26!

Foto² 27
e daí, onde fica a entrada para as cachotavas das bacaeteiras?

Foto² 28
bah, um pano de fundo angustifoliante!

Foto² 29
o sol é só pra assustar, o resto é pra sujar mesmo...

Foto² 30
uma legião de alfarces prontos para buscar, buscar!

Foto² 31
falameando nele, olha o imundo aí!

Foto² 32
tobateando, meu povo, tobateando... soquem sem a tobata

Foto² 33
dá pra ter noção do quanto a lama espirra? atchim!

Foto² 34
uma paradinha acerca de pequenos reparos

Foto² 35
preencha cada plantação com uma textura diferente

Foto² 36
não cachoeiraremos mais, até porque já cansamos de água (suja)

Foto² 37
mas olhe que agora o sol saiu!

Foto² 38
ninguém parece ter mudado de idéia... grutas, aguardem

Foto² 39
ah, mas justamente, tomamos conta do bacaetário

Foto² 40
e teve quem duvidou de que o destino iria emplacar

Foto² 41
gente, tô com vergonha de entrar na gruta assim

Foto² 42
esperando, parece que ficamos em segundo plano

Foto² 43
reunião dos sujos, dá uma inspecionada nas canelas

Foto² 44
o gogó da grugruta (grugrutural, segugungo o gagassner)

Foto² 45
essa é uma foto tão clássica que eu tenho dúvidas sobre a origem

Foto² 46
detalhe da iluminachão local

Foto² 47
a galera estalactitizada na saída da gruta

Foto² 48
então tá, então chega, vambora

Foto² 49
então tá, então continua chegando, continua vamborando

Foto² 50
o mildão em edição espascoal com o ovo à mostra

Foto² 51
issoaê, boleachaedinha colombiana e cada um pro seu destino

Mario Augusto
[23/11/2009 13:41h]
para ganhar o o²sivo vale os comentários do pedal.com??? caso afirmativo já tenho dois comentários!!! hehehe deste rolê e do passo de santana! abraço
o² expedição
[23/11/2009 15:29h]
Boa tentativa, Mario, mas vai ter que se esforçar mais do que isso: só valem comentários feitos no odois.org. Agora, tá: se você republicá-los por aqui a gente conta... =)
Luís
[19/04/2010 01:02h]
Roubei o papel de parede da foto 28, e não vou pagar, não adianta mandar os O²security atrás de mim.
Caro leitor, sinta-se livre para comentar sobre esta expedição! Embora o O² não se responsabilize pelo conteúdo dos comentários (vide nossa política de uso), perceba que aqueles julgados inadequados serão enviados ao limbo eterno. Sem volta. Nem pedalando.

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