O² Expedição

Bolachear¹

v.t. (lat. biscoctus) 1. Ato ou efeito de não realizar ato ou efeito diretamente relacionado ao ato ou efeito de pedalar durante uma expedição cicloturística. 2. Tudo que se faz em uma pedalada, exceto pedalar.

(¹) Termo originalmente atribuído ao filósofo grego Thitágoras.

CicloCrossPost

Veja outros relatos desta mesma expedição:

Galeria Gassner

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Saída07/02/2009 07:30hCuritiba - Tarumã
Chegada07/02/2009 13:00hCuritiba - Tarumã
CustoR$ 1.00Compos+du lulis thiago adilson gassner sartori
Pedalada74.6 km3h 51'19.4 km/h
ItinerárioCuritiba - Rod. da Uva - Colombo - RMs- Bocaiúva do Sul - BR476 - Curitiba

Colombo à Bocaiúva

Prezado leitor, você deve ter percebido que o o² anda bem sociável (saidinho, até, eu diria). E, pasme, isso está virando costume mesmo. Mas, como o objetivo aqui não é discutir costumes ou sociabilidade, não vamos discutir costumes ou sociabilidade. Vamos aos fatos.

Então, leitor, manja o Talharini? Aquele mesmo, o navegador de prévios passeios parceiros (vai dizer que já não leu isso aqui ou ali?). Então. Decidimos devolver a "guiagem" prestada: criamos um roteiro, elaboramos o projeto, convidamo-se-me-lo, ele replicou para seus (e também nossos) amigos e - e adivinha? Ele não pode ir. Bom, se o convite naufragou, o passeio não. Falhas de sociabilidade (que não deveria ser discutida) à parte, vamos aos fatos.

A verdadeira origem deste projeto remonta a um antigo email de um leitor do o² (assim como você, caro leitor!) que nos sugeriu o caminho, explicando que uma possível ligação entre Colombo e Bocaiúva do Sul renderia um bom pedal. Depois de muitas navegadas virtuais no GoEth conseguimos traçar a nossa amiga rota e botar no GPS (no bom sentido). Mas isso tudo ainda faz parte da sociabilidade, então não discutamos, vamo-se-me-nos aos fatos.

Interrupção do 2ºeditor: Dá pra parar com a discussão de sociabilidade que não deveria ser discutida e começar com os fatos de verdade? Começa apresentando os novos amigos - já que veio a massa do talharini, mas o talharini em si não veio...

Tudo bem, não precisava ser tão anti-sociável. Da vasta lista de contatos cicloturísticos do grande Rondeli, três aceitaram o convite, confirmados por celular. Encontraria-se-me-nos-los na igreja do Sta. Cândida. Pedal companhia surpresa, daqueles que vem junto com o pacote de cheetos ou dentro do kinder ovo.

Esperamos. Os primeiros a chegar foram o Adilson e o Gassner - e, papo-vai, papo-vem, descobrimos que já haviamos conversado com o Gassner por e-mail antes. Esperamos mais um tanto e chegou o Sartori - para nossa surpresa, o Lulis já o conhecia e, inclusive, já tinham tentado combinar algum pedal há tempos (nada melhor que um convite atravessado para concretizar). Descobrimos então que praticamente todo mundo já tinha sido descoberto - e assim, como remonta a própria história do nosso continente, o mérito da descoberta não era completamente do famoso navegador...

Seguimos direto para Colombo (a cidade, não o famoso navegador) pela rodovia da uva. Pequena pausa para acordar o GPS e lá vamos nós: primeira tentativa de usar a função rota. Alguns metros depois já estávamos parados, tentando descobrir o que estava errado - a rota, o GPS ou o navegador (ou todos eles ao mesmo tempo, ocupando o mesmo lugar no espaço). Muita briga de barend e reprogramação de rota depois, prosseguimos navegando devidamente roteados em velocidade de cruzeiro.

Nota semântica: As boas risadas e as conversas com piadas compatíveis nos fizeram compreender que, independente dos costumes e da sociabilidade, o cicloturista de raiz (aquele cicloturista mandioca suja, mesmo) fala a mesma língua, ri das mesmas piadas e consegue compartilhar ironias tecnológicas de forma geek. Ainda não sabemos se cicloturistas, em geral, usam linux porque pedalam ou pedalam porque usam linux (ou se pedalam e usam linux porque são fresquinhos), mas o importante é que no meio do passeio já parecia que todo mundo se conhecia desde... desde... bem, desde manhã cedo, mas se conhecia bem.

Depois de um bom pedal por estradinhas com diversos entroncamentos, uma pequena pausa no centro de Bocaiúva para bolachear. Nem deu tempo de tentar dizer que o restante era fácil, pois logo à frente ainda tínhamos que enfrentar algumas boas subidas terceirizadas (aquelas que já vem com terceira faixa).

Encerramos animados, concluindo que essa foi uma típica expedição de cruza (veja bem, cruzando municípios e contatos), capaz de incitar muitas outras parcerias vindouras. Que venham!

Texto por Du e Lulis, fotos e comentários por Lulis, Sr. not-appearing-in-this-film por Leandro.

Expedição publicada em 26/06/2009

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Georreferências

Foto²s

Foto² 1
esperando no santo ponto de encontro: du, thi, gassner, adilson

Foto² 2
agora sim, o último elemento (último pois atrasado), sartori

Foto² 3
ah, sim, e o lulis por trâs das cameras (tem várias cameras ali na frente, ó)

Foto² 4
estradinhando, eis o navegador oficial do odois

Foto² 5
agora sim: terra!!! mais estradinha - e descidaaa...

Foto² 6
pergunta: como é que uma árvore faz para atravessar a rua?

Foto² 7
siga o navegador oficial do odois e não erre! (follow firefox, not "r"!)

Foto² 8
tobateando? não, só esperandinho... é que o gassner é fotógrafo também...

Foto² 9
o du e o.... hei, sartori não é marca de piano, não?

Foto² 10
tobateando, só que sem a tobata - mas com as trombetas

Foto² 11
fugimos da rodovia da UVA porque os óculos do thi são contra UVA e UVB

Foto² 12
tempinho ameno e mais uma descida se anunciando

Foto² 13
alguém tinha dito descida? mentiu! mas agora estamos no topo, certo?

Foto² 14
certooooooo...

Foto² 15
acho que o sartori se atrasou porque é difícil carregar piano de cauda

Foto² 16
a cara do du: não creio que você fez essa piadinha sem graça!

Foto² 17
tudo bem, nem tinha graça mesmo. a marca de piano é essenfelder

Foto² 18
piada interníssima que deve figurar (com figura mesmo) em breve no imaginário

Foto² 19
mais uma daquelas subidas pra cima que só sobe até começar a descer

Foto² 20
o grande gassner (grande como o thi (no bom sentido, claro))

Foto² 21
quase em bocaiúva, partamo-se-me-nos para bolachear um pouco

Foto² 22
pano de fundo infantil: manhê, cadê os ciclistas? o fusca comeu!

Foto² 23
agora sim, bolacheemo-se-me-nos!

Foto² 24
cicloturismo de raiz é assim mesmo, mas tem um monte de florzinha!

Foto² 25
não falei? olha a florzinha aí!

Foto² 26
a gente gosta mesmo de flozinha - va dizer que não é bonito?

Foto² 27
mais um plano de fundo de florzinha e chega. só mais esse

Foto² 28
tá, tá. chega de florzinha laranja, as outras podem aparecer

Foto² 29
placa de "caminhões e tobatas mantenham a direita", só que sem a tobata

Foto² 30
o lulis achou um sofá pra descansar - thi, recolhe ele antes que levem!

Foto² 31
pedalar no plano é uma questão de ótica

Foto² 32
é, furou o pneu do thi e ficou o odois pra trás...

Foto² 33
encontramos o pessoal bolacheando mais à frente, só que sem as bolachas

Foto² 34
os meninos de óculos brigando porque um pegou o do outro (o óculos, claro)

Foto² 35
e no fim os óculos tiveram efeito: nada de voltar pela rodovia da UVA

Foto² 36
gassner prestando suporte por celular (ah, dá uma colher de chá pra ele!)

Foto² 37
chegando pelas obras, uma região bem desmarcada

Foto² 38
issaê! não chegou às sapatilhas de um pedal pela patagônia, mas foi divertido!

Caro leitor, sinta-se livre para comentar sobre esta expedição! Embora o O² não se responsabilize pelo conteúdo dos comentários (vide nossa política de uso), perceba que aqueles julgados inadequados serão enviados ao limbo eterno. Sem volta. Nem pedalando.

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