dia 4dia 2

O² Expedição

Área de Serviço:

Pousada Campo do Zinco. Benedito Novo - SC. Egon (47)3385-0160 (47)3391-3411. Mais informações.

Solta as Tira, as Tira

Para uma escala de grau de esforço físico e psicológico que excursione de 1 à 10, constitui prática comum no cicloturismo expedicionário qualificar a faixa entre 8 e 15 como "de soltar as tiras". A expressão denota exaustão física e psíquica extrema extremamente exaustiva reincidente e recursiva "de soltar as tiras". Exemplifica-se. Se uma "subida de soltar as tiras" for chamada de "subidão", a expressão reincide naturalmente como em "subidão de soltar as tiras". Em conseqüência, se denominarmos "subidão de soltar as tiras" por "subidaça desossante", ter-se-ia obrigatoriamente uma "subidassa desossante de soltar as tiras", e assim recursivamente. Desta forma, "soltar as tiras" tende ao desgaste infinito, normalmente referido como "tiras ao vento". Cabe ressaltar que em situações compreendidas dentro desta faixa, se o cicloturista não estiver apto a soltar as tiras, as tira.

Sendo assim, partindo das seguintes premissas: A) mais de 4 dias pedalando em cima de um banquinho de bicicleta deforma qualquer um; B) qualquer um acumula cheiro depois de 4 dias em viagem; C) cicloturista que é cicloturista pedala até soltar as tiras; conclui-se que um verdadeiro cicloturista nunca será uma havaiana, mesmo que goste de acenar com colares de flores até soltar (se não soltar, as tira).

Nota: as informações acima são exertos fiéis dos anais do vigésimo congresso de neo bio fisio psico pato núcleo tera pia estônica de melotudogia industrial milenar atlante pré socrática azul turquesa de mensuramento de desgaste sócio psico físico mento emo cional humano estacionário experiódico astável (referência).

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Saída21/07/2008 10:30hBlumenau - Camping Florestal
Chegada21/07/2008 20:30hBenedito Novo - Cachoeira do Zinco
CustoR$ 15.00Composdu lulis thiago arce
Pedalada76.8 km6h 09'12.5 km/h
ItinerárioBlumenau - RMs - Indaial - RMs - BR470 - SC470 - RMs - Rodeio - Benedito Novo - Cachoeira do Zinco

Vale Europeu · dia 3

O terceiro dia foi saudado com um agradável sol matutino no tranqüilo camping de Blumenau. Uma bela e verdadeira ilusão frente ao pedal extremo que enfrentaríamos no restante do dia...

A saída de Blumenau foi por uma estrada paralela à BR470. O menor fluxo de veículos tornava o cenário ainda mais propício para o cicloturismo, seguindo o rumo de Indaial em meio a pequenas residências e indústrias quase pitorescas.

Nossos primeiros quilômetros de pedal já começaram entretidos: dois garotos, no auge dos seus 12 anos (idade em que a habilidade técnica e a coragem superam qualquer conselho materno), nos seguiram em 2 rodas em suas bicicletas. Isso mesmo, 2 rodas - uma vez que cada um empinava sua bicicleta sobre a roda traseira (a traseira dele mesmo, não a do coleguinha). A diversão foi interrompida por um patrulheiro rodoviário que os parou, aconselhando-os a andar com segurança - ou seja: 2 rodas no chão por bicicleta!

Neste mesmo trecho conhecemos uma ponte pênsil funcional - e assustadora, como toda ponte pequena deste tipo. Depois de almoçarmos (ineditamente) num restaurante próximo a Rodeio, comprovamos que o circuito não é elogiado e conhecido à toa: suas belas paisagens são realmente uma constante. Agora, mais constante ainda é o coeficiente angular do que seria o início do 4º dia do trajeto oficial, que para nós foi a 2ª (e mais difícil) parte do 3º dia.

Notemática: leia denovo e refaça as contas ordinárias pela 20ª vez.

O grande aclive - longo e com grande diferença altimétrica - mostra porque este roteiro é parte da parte alta do circuito - que é alta mesmo. A subida recheada de estatuetas de anjos nos levou para 800m de altitude - e para o fim da tarde...

Já era noite quando chegamos na bifurcação que levava à cachoeira do Zinco. Amantes do metal que somos, não hesitamos em continuar o caminho, apesar da ultima informação dada por moradores locais, já na noite: "é só subir a serrinha do Zinco!". O cansaço era tão grande que mal havia neurônios dispostos a fazer piadas do tipo “podia ser de alumínio ao invés de zinco, seria mais leve!”, “esse zinco tá parecendo chumbo!” ou “é de levar ferro essa subida do zinco!”.

Os dois quilômetros de subida (e uns 300m de ascensão) sobre pedras soltas, com incrível visibilidade de 2 metros, fizeram com que este dia entrasse para a lista dos mais difíceis - provando que mesmo cicloturista experiente também solta as tira, as tira. No entanto, a recompensa foi boa: o local de camping - espaçoso, vazio e confortável - nos permitiu recuperar a energia e a disposição.

Foto²s

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...daí vc faz um risco aqui assim e fica a cara do snoopy!

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o pessoal tá pronto pra partir, mas não é permitido carona

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difícil mesmo é pedalar de havaianas. sem soltar as tiras

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aposte que não há poste torto e você perde

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em nome do amor: magrela chifruda procura

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chegamos a este ponto só pra dizer que chegamos a esta ponte

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olha, o cachorro só se salvou porque a pista é larga mesmo

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opa, maz un construzonzinha denxaimél, non?

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não, não, essa coisa de estrada pendurada é super segura, vai com fé

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ih, baixou o aurélio na ponte, segura o croquete!

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impressionante, até estrada de terra é bem varridinha por aqui

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paisagens realmente surpreendentes, dá vontade de ficar por ali mesmo

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dá vontade de ficar, é, mona? humn...

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ih, o momento não é propício, mas essa foto foi tirada pelas costas...

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vai dizer, du, que os caras não penteiam a estrada pela manhã?

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uma draga, que pra nós não passa de uma tobata dágua

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vem aqui, thi, porque tudo tem tobata agora, hein? conta

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é uma longa história, no princípio era a tobata e então zzzzz...

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ôlha, schenten, nadin de pepêr por aqui, tuto pén? nain chooop!

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mas até parece gente comendo! restaurante? cadê a comida de raiz?

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paisagens belas regadas à arroz e trepidalelepípedo

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mas até a estrada de blablalélelepípedo também acaba, hora ou outra

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muito legal a paisagem. e o caminhão - ah, sim, no princípio era a tobata...

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parece que o lulis foi assediado pela árvore - tá maduro ou só é fruta mesmo?

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poxa, não era pra ficar assim, tão sentido, foi só brincadeira...

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sem comentários e piadas antigas, por favor

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bem vindo à rodeio! vamos aprender a dançar country?

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não, não, fica pra próxima, a gente ainda tem muito o que subir

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pón pón pón, pega ô picicretínia, pón pón pón, petalanto no estradínia

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aqui é assim: tem ponte pra qualquer lugar que você aponte

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iiih, acaba cedo o sol por aqui, capricha no ritmo, pessoal!

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mas essa estradinha é cheia de graça, mesmo, não?

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bah, a gente no monumento ao humberto gessinger de roupão

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olha que comportadinhos, mal se mexem... não são uns anjinhos?

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olha, amigo, achei as flores bem bacanas, mas você tá meio pálido, não?

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então, no começo era a tobata. e quando quebrava era um caos!

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encontre as criaturinhas perdidas nos recortes do relevo!

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não dá pra baixar a bola e dar jeito de ser menos "pra cima"?

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tipicamente, é, tipicamente, bem, tipicamente típico!

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ascurrecendo, non, tesculllpa, digo, tá zicando de noite

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só sobe, sobe, sobe, sobe, sobe, sobe... eu não aguento mais!

· essa expedição não acabou ·

Terminou a viagem por hoje?
Não deixe amanhã de lado: dia 4

Mauricio Sievers
[30/07/2010 16:10h]
Moleza essa pedalada amigos. Voces não são de nada. ...uns molengas mesmooooooo kkk abrAÇÃO
Alberto H. Molinari
[17/10/2012 16:10h]
Maaaaaassa demais! Não deem bola para o invejoso acima (huá huá). A sub-hospedagem que vocês buscaram é por que o circuito não oferece o que preste, por falta de grana ou uma vontade de demonstrar que é possível se divertir com poucos recursos?
o² expedição
[17/10/2012 21:47h]
Fala, Alberto! O circuito oferece todo tipo de acomodação, pra todos os gostos. Mas a nossa intenção sempre é essa: divertir-se-mo-nos com pouco! E se procurar bem no site vai ver nessa viagem só rolou acomodação de luxo =D Hábraços!
Alberto H. Molinari
[19/10/2012 18:33h]
Desatrelar as práticas esportivas do consumismo - perfeito! Então aproveito para perguntar: vocês buscam minimizar custos também nas bicicletas? Neste sentido, sugiro uma pergunta para o FAQ: "QUE BICICLETAS E EQUIPAMENTOS VOCÊS UTILIZAM?". Isso ajudaria a nós iniciantes.
o² expedição
[21/10/2012 11:13h]
Monástico Alberto, o equipamento é algo muito pessoal para generalizarmos mesmo entre nós componentes, mas procuramos um equilíbrio que permita um mínimo de segurança, saúde e conforto - sem exageros. Obrigado pela sugestão para o FAQ, estamos considerando com cuidado, pois não queremos induzir ninguém nem favorecer fabricantes (afinal, ninguém nos paga pra isso). E, acima tudo, queremos passar a idéia de que pedalar é possível com qualquer equipamento e um pouco de bom senso (ou não)! Grande hábraço!!!
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