dia 4dia 2

O² Expedição

Pq. Nacional do Superagüi

O parque é localizado na região litorânea-norte do Paraná, compreendendo uma área de 339,3 km², dentro do Complexo Estuarino Lagunar (de Iguape em São Paulo até Paranaguá). Os ecossistemas predominantes são: floresta, maguezais e restinga. Dentre as diversas ilhas, as mais visitadas são: Superagüi, Pinheiro, Pinheirinho e Peças.

Um dos principais atrativos da região é a praia deserta. Possui 38km de extensão de praias virgens, podendo ser visitada a pé ou de bicicleta. Para chegar lá é possível seguir desde a comunidade de Superagüi pela praia ou caminhar na "Trilha da Lagoa". Essa última possui 3km, onde é possível observar uma formação de restinga com muitas bromélias, diferentes tipos de líquenes, orquídeas e outras espécies.

O único local onde é permitido pernoitar em toda ilha do Superagüi é na própria comunidade; nos outros locais é permitido apenas transitar.

Fonte: Ibama

Área de Serviço:

Camping Parati Selvagem - Ilha das Peças - PR. É necessário ligar antes confirmando pois Sr. Sátiro Martins, dono do camping, não fica sempre na Ilha das Peças. (41)9674-2745. Contato em Superagui: (41)3482-7148.

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Saída19/01/2008 09:00hAriri - Pousada Caiçara
Chegada19/01/2008 16:30hIlha das Peças - Camping Parati Selvagem
CustoR$ 43.00Composdu lulis thiago
Pedalada43.5 km3h 28'12.5 km/h
ItinerárioAriri - Travessia de Barco - Superagui - Trilha - Praia deserta - Travessia de Barco - Ilha das Peças - Camping Parati Selvagem

Telégrafo e Superagüi · dia 3

Tomamos café com o Sr. Claúdio, morador antigo da região que nos contou várias histórias. Foi com ele mesmo que combinamos o traslado para ilha de Superagüi, cerca de 50 minutos. Pelo preço que queríamos, fomos os três com as bicicletas numa pequena voadeira (voadeira que nada, não voa, não. e nem é um cavalo, é um barco). Não há como negar, a água parecia mais perto de nós do que o normal...

Com o mar muito mais calmo que no primeiro dia, fomos desembarcados no primeiro local pedalável. Não dá pra dizer que foi sacanagem, mas em se tratando de ilha deserta, começamos a nos preocupar com algumas passagens pelo mato e rio - afinal, não estávamos ainda na praia deserta.

Logo bateu o desespero. Chegamos em um local que a praia estava tomada por galhos, só era possível transpor por via marítima. Que bom: nós - e nada! - no meio do nada naquela situação - e nada! E, pior, bicicleta não nada! Tá, tá: nada que uma triagem não resolva... O Dú caçou uma trilha pelo meio do mato, alguns metros antes do local tomado pela vegetação, e logo encontrou “a passagem”. A trilha é bem extensa até, chegando finalmente na praia deserta. E com uma larga faixa de areia para pedalar (várias faixas, eu diria).

Praia deserta? Isso existe? Sim! Uma extensa praia deserta onde aproveitamos para fazer o nosso primeiro pedal ciclonudístico (provavelmente o último, o limite entre o hilário e o bizarro é muito sutil). Logo surgiram travessias dos rios que desaguam no mar. Em função das chuvas, o volume de água estava anormal (no sentido literal da palavra, não o pejorativo), o que simplesmente deu medo. Finalmente, a comunidade de Superagüi.

Nota de revisão de roteiro: O destino final era aqui, mas pela proximidade da Ilha das Peças (visível da praia), resolvemos trasladar mais uma vez e pedalar mais uma praia deserta.

Depois do almoço pegamos um toc-toc (quem bate?). É um tipo de barco que faz um barulho traduzido onomatopeicamente por “toc-toc” (isso mesmo - e tecnicamente, como um bom garagista (humn), o thiago explicou que é por causa do motor “estacionário”, super-mega-ultra-econômico e lento).

A travessia dura cinco minutos. A praia da ilha das peças é tão bonita quanto a do Superagüi, e ainda tem um “plus”: a medida que contorna a ilha, consegue identificar a ilha do mel lentamente de longe, até chegar bem próximo (com o oceano no meio, obviamente) à Fortaleza (não no nordeste, mas sim a localidade dentro da própria Honey Island).

O centro da ilha das peças não tem nada de deserto e calmo. Com muitas lanchas e iates, a praia dali é o “programa de final de semana” de muitos parnanguáras (o termo “centro” é aqui usado para distinguir o local com maior aglomeração de casas da praia deserta).

Procurando um camping conhecemos o singular Sr. Sátiro Martins (não, ele não é um camping, é o proprietário). Ele possui uma casa de veraneio na ilha e resolveu montar o camping porque recebia muitos parentes em sua casa. Achou uma alternativa melhor para hospedar o pessoal! Acomodados, recebemos o convite para observar a sua pesca artesanal a um peixe chamado “parati”.

Depois de entrar no mar e observar a colheita marítima, aprendemos a preparar o, segundo ele, famoso “Parati Selvagem”, que inclusive deu origem ao nome do camping. A janta foi engraçada e inóspita, comendo parati selvagem e siri (cansamos mais de tentar comer estes últimos (os siris, ora!) do que vir pedalando de Ariri (até porque viemos de barco um bom trecho)). Ainda deu tempo de provar a Cataia. É uma folhinha curtida na cachaça, que o pessoal toma muito por lá. Dizem que é afrodisíaco, mas a gente descobriu que é cachaça mesmo. E forte. De verdade.

Foto²s

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bom dia pousada, já estamos indo embora

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essa é um ramal do porto turístico do ariri

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no meio da foto o dono da pousada: sr. claúdio 100% ariri

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não é qualquer lugar, tem umas mansões por ali sim

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as bicicletas estão brincando de cena romântica do titanic

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que cara de quem acabou de sair de uma rave

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não, o barco ainda não estava virando, é o fotógrafo poser

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agora sim, alinhado com o horizonte

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não dá pra se arriscar com nomes, são muitas pequenas ihas

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mas que a serra tá ficando para trás, isso tá

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o filho do sr. claúdio tinha que aparecer também, o piloteiro

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é muita sacanagem usar idem com comentários né?

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essa foto têm quatro sentidos diferentes, um deles é para trás

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que medo hein, deu medo de conhecer o mar por dentro de bike

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não, a bagagem não está boiando, é só o barco que não aparece

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é um marzinho perto de um céuzão nesse caso

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recurso: inserir mais verde na foto anterior

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se olhar bem, as bicicletas estão amarradas, afundam juntas :)

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pedalando na praia, primeira vez no o², que emoção

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foi esse navio que nos trouxe, lávai o barquinho

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olha só, população na praia deserta? ainda não é deserta

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ah, agora sim, nada reconhecível no entorno

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que praia molhada, estamos chegando no piscinão de ramos?

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hum, a bicicleta tá ficando ÓTEMA para pedalar

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rio que deságua no mar é maré cheia oooo, mareia oooo

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aha! odois no mar vermelho, que chique

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olha que é vermelho mesmo, mas essa não é a praia deserta?

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se o thiago disser que tá fundo, é porque não dá mesmo

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ah tah, vão construir uma ponte agora?

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isso quer dizer que não tem mais para onde ir?

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não fica triste, estamos perdidos sem comunicação

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aha, triagem superagüi encontra uma trilha

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mas que divertida essa triha, mas legal do que o esperado

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ou mais legal que os desesperados, isso sim

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agora não tem mais desculpa, bem vindos a praia deserta

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manifestão ciclonudística em meio ao meio do nada

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au revoir das gaivotas, deserta mesmo tchê

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thiago também quis atuar um pouco no ciclo nudismo, de leve

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sujeira aqui só dos carangueijos argentinos

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não parece copacabana em pelo ano novo?

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não mesmo, tá muito movimentando, dois ciclistas!

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olha lá, não é que as gaivotas argentinas estão ali na frente

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pedalando sem camisa, vão acabar se queimando crianças

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agora sim queimados, que físico hein

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olha um monte de pinguim deitado, não é deserta, não é não

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cuidado thiago, você pode se molhar ou se sujar, sai daí

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já deve ter percebido que a praia deserta é bem extensa!

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é só a pochete pessoal, é só a pochete, sem maldade

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ah não, faltou o chão de volta?

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por pouco tempo, olha só, superagüi - comunidade, não é deserta

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uma autêntica tobata do mar, toc toc toc toc

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o problema é toc que toc é toc barulhento toc

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o lulis foi nessa viagem? pelo menos no barco sim, e nudo também

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não cansamos de praia deserta ainda

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mais uma despedida à barquinho e seguimos libertos

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tenho impressão que essas fotos na praia vão longe

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pelo menos até a ilha das peças elas vão

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mas já não estávamos na ilha das peças?

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eu tava falando do centro de ilha das peças

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e essa ilha aí, qual será? mel deos, é a ilha do mel

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aquela ilha láá no fundo é a ilha do continente

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é praia que não acaba mais

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mas agora não tão deserta, o cara que fez isso tá lá em cima sentado

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esse farol tá meio pra baixo né, coitado

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não é que existem duas faixas nessa praia, thiago, tá na contramão

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o o o os dois! estão na contramão, seria uma praia de mão inglesa?

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veja bem, consegue enxergar o ciclista bem pequeno nessa foto?

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talvez porque o ciclista não estava naquela mesmo...

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ah não, será que vai acabar a praia de volta?

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oh loco, praia é o que não falta por aqui

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pensando bem até que podia acabar essa história de praia e foto

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essa foto não é familiar??

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nem tanto quanto esta. isso sim é foto de família

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hum, agora me confundi, qual será que está no cabeçalho?

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o centro da ilhas das peças, veja bem, tem umas lanchas no fundo

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no caminho do camping.. quase acabou a história de praia

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aha! refeição caiçara com o grande sr. sátiro

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é isso aí, um abraço para a galera e dale tentar comer siri

· essa expedição não acabou ·

Terminou a viagem por hoje?
Não deixe amanhã de lado: dia 4

Reinaldo
[28/06/2010 21:10h]
Pessoal do O2, tenho acompanhado intensamente as suas aventuras e curto muito. Estou planejando o passeio Cananeia/Ariri para o final de Julho. Espero me divertir tanto quanto vocês. Abs.
o² expedição
[29/06/2010 10:08h]
Esperamos que você se divirta muito mais que nós, porque choveu pra caramba nessa viagem. Aproveite, a região e a hospitalidade são muito boas!
Renato Cesar Chupil
[11/01/2011 20:33h]
Prezados aventureiros, magnifico relato de viagem. Pretendo, com um grupo de amigos fazer a Triha do Telégrafo a pé. Necessito da opinião de vocês, é possível. Obviamente teremos de levar uma barraca para o trecho mais selvagem, correto? Abraços a todos Renato.
o² expedição
[11/01/2011 21:01h]
Renato, valeu pelo comentário! O trecho da trilha mesmo é curto (8km), não é necessário acampar na metade do caminho. O problema está em chegar nos extremos da trilha (dê uma analisada no mapa e nas outras Georreferências). O ideal seria percorrê-la e voltar por ela, se for de carro até um dos extremos...
Guilherme
[07/09/2011 15:55h]
Senhores, Gostaria de fazer a trilha de moto. Estou pensando em descer as motos antes de entrar na PR405 por Antonina. Dali do trevo que entra para a PR405 até Guaraqueçaba é uma pernada né? Depois de Guaraq. até Ariri será outra, correto? Consigo ir num dia e voltar no outro?
o² expedição
[07/09/2011 21:01h]
Difícil responder, depende da moto. Se for uma pra terra dá tranquilo pra fazer em dois dias. Talvez só fique chato ir e voltar pela trilha. Essa pernada aí que você perguntou dá 93km. Escolhendo uma época sem muita chuva, tá garantido!
Guilherme
[08/09/2011 08:40h]
Estes 93km´s que você me passou são as duas pernadas (do asfalto a Guaraqueçaba e de Guaraqueçaba a Ariri)?. Obrigado.
o² expedição
[08/09/2011 12:01h]
Do inicio da PR405 até Guaraqueçaba. Essa e todas outras medidas você consegue baixando os arquivos logo acima do mapa, ou pelo Google Maps, assim pode se programar melhor.
Alberto H. Molinari
[21/09/2012 12:57h]
Senhores que aventura fantástica! E o relato é outra belezura: excelentes escrita, documentação e bom humor. Parabéns pelo espírito aventureiro e pela aspiração em dividir todas estas informações. Assim fica fácil replicar este roteiro (o que pretendo fazer com os meus filhos).
o² expedição
[21/09/2012 20:33h]
Valeu, Alberto! Obrigado pelos elogios, pelo incentivo, pela paciência (sem comentários!) e por entender a proposta e fazer o melhor uso que se pode fazer do nosso site! =) Certeza de que você e seus filhos(que legal!) não vão se arrepender do roteiro suuuuper(agui)! Abraços!
agnes
[29/01/2016 09:21h]
bom dia, gostaria de saber mais sobre o camping parati selvagem,e a hospitalidade dos proprietarios, visto que foi tecido um comentario interessante relativo ao jantar...Estou querendo ir para la neste carnaval e peguei esta referencia de telefone do satiro em seus relatos grata!
o² expedição
[30/01/2016 12:14h]
Olá Agnes! Já faz algum tempo (em 2008) que nós passamos por lá. Na ocasião o Satiro nos recebeu muito bem e nos convidou para uma "Sirizada". Mãs, como já faz tanto tempo, pode ser que muita coisa já tenha mudado por lá. Se for, nos dê um feedback por e-mail!
Caro leitor, sinta-se livre para comentar sobre esta expedição! Embora o O² não se responsabilize pelo conteúdo dos comentários (vide nossa política de uso), perceba que aqueles julgados inadequados serão enviados ao limbo eterno. Sem volta. Nem pedalando.

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