LAMA!! Lama!! Tá bom, já deu para entender na história. A trilha tem esse nome porque antigamente passava a linha do telégrafo pelo lugar - que ainda pode ser visto em alguns trechos. Saindo de Guaraqueçaba, são 8km pela PR405 até chegar em um cruzamento que dá acesso à estrada de Batuva. Mais 15km e chega-se até o início da trilha na própria localidade. A trilha em si compreende cerca de 6km. É muito conhecida na região pelos “desafios de moto-cross”. É bicicletável em alguns trechos, mas praticamente empurrável na maioria deles. O lugar é sem dúvida muito bonito e inóspito. A divisa de PR com SP é marcada pela placa de entrada do Parque Estadual de Jacupiranga.
A trilha acaba em uma escola, onde já existe acesso para carros. Mais 7km e está a Estrada Cananéia – Ariri. Seguindo ao primeiro destino é possível seguir por São Paulo até chegar nas grandes rodovias, como a br116, de volta a Curitiba. No sentido Ariri, chega-se à uma pequena cidade portuária (Ariri, por acaso no fim da linha), conhecida como destino dos praticantes de pesca por lazer.
Pousada Caiçara - Ariri - SP. Pousada, passeios de barco e travessias. Cláudio (13)3852-1107.
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| Saída | 18/01/2008 09:00h | Guaraqueçaba - Pousada Ferreira | ||
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| Chegada | 18/01/2008 19:00h | Ariri - Pousada Caiçara | ||
| Custo | R$ 15.00 | Compos | du lulis thiago | |
| Pedalada | 73.7 km | 5h 40' | 13.0 km/h | |
| Itinerário | Guaraqueçaba - PR405 - RMs - Batuva - Trilha do Telégrafo - SP101 - RMs - Ariri | |||
No café-da-manhã o Sr. Ferreira nos contou que no final de semana anterior havia ocorrido o pior temporal em cerca de 2 décadas, devastando toda a região. Nessa hora não sabíamos se era melhor ficar felizes ou tristes. Felizes porque já tinha passado, mas tristes porque enfrentaríamos o resultado de tudo isso. Tá, é claro que ficamos tristes pelo povo humilde de lá, que já faz milagre para sobreviver e nessas horas ainda perde o pouco que tem. Mas aposto que naquela altura eles também estavam felizes porque o pior já tinha passado!
Na estrada de Guaraqueçaba já deu para notar: muitas pedras. Muito mais pedras do que estrada em si, fator crítico para cicloturistas. Um pouco para frente da cidade um desmoronamento “recém ajustado”.
Logo começava o trecho que seria totalmente desconhecido. Em um cruzamento seguimos sentido norte, para a localidade de Batuva. Nessa hora nos lembramos das caminhadas em rios. Sabe aquele rio bem raso que tem pedras no fundo, mais arredondadas (até porque são pedras de rio), estilo Nhundiaquara (para quem conhece Morretes). Então, imagine aquilo sem água e sendo chamado de estrada: É o acesso de Guaraqueçaba para Batuva.
O sol animou a pedalada pelo meio da Serra do Mar. Na localidade, paramos para não cozinhar no sol (nunca tá bom, né, nunca tá bom). Coletamos a informação preciosa de que o “acesso rústico” para São Paulo era a próxima carreirinha à direita.
A partir daquele momento começava:
Tire as crianças da frente do computador porque vai voar barro! Mas o que pode ser tão ruim numa trilha se, afinal, já pedalamos tanto por esses lugares? Pode ser ruim porque havia uma semana que o mundo tinha caído na região - e não sobrou árvore sobre pedra. Na medida em que o tempo passava ficava mais difícil acreditar que estávamos no caminho certo. Só mesmo o GPS pra dizer: o vetor é esse, vai lá gurizada! Lama quente até o joelho é um saco (mas dizem que é medicinal).
Para não dizer que não fizemos o melhor possível, conseguimos errar um trecho. Em função das chuvas, uma ponte caiu no meio do caminho. Bem, "caiu" é jeito de falar: a chuva levantou a ponte e a levou para adiante, então na verdade subiu... A população local já havia criado um desvio, mas não percebemos. Foi “a operação passar bicicletas”. Um pouco mais à frente surge o que um dia deveria ter sido um trecho “calçado”. Um amontoado de toras que, em função da chuva, já estavam totalmente deslocadas. Tudo isso culminou em uma escolhinha (ao menos!) e, logo, estávamos na estrada que liga Cananéia à localidade de Ariri, em São Paulo.
Pelo menos vivos e enlameados, mas não molhados! Ah, que equívoco. Foi só pensar assim para que pegássemos o nosso primeiro grande temporal antes de terminar este dia em Ariri. Mais uma vez, hospedagem em pousada valeu mais a pena que qualquer camping. Sobrou tempo para negociar a nosso traslado para a ilha de Superagüi (traslado de toc-toc trema também!), no dia seguinte.