O² Expedição

O Morro do Canal e o do Vigia

"O Morro do Canal tem 1.280m de altitude, proporcionando uma vista panorâmica de Paranaguá (em dias limpos), Antonina, Curitiba e a represa do Caiguava, em Piraquara. O seu cume pode ser atingido através de uma trilha de nível médio de dificuldade. O Morro do Vigia é vizinho ao Canal e possui 1.319m de altitude, com vários pontos para escalada em rocha." (fonte: Prefeitura Municipal de Piraquara)

A travessia e a subida dos outros morros podem ser feitas a partir do Sítio Rocha, do Sr. José Rocha (ou Zezinho), muito conhecido da região. O local possui área de camping, banheiros, lanchonete, salão de jogos e estacionamento seguro para carros / motos / bicicletas.

Acesso:A partir da BR277 (sentido Litoral), saindo de Curitiba, faça o retorno pouco antes do pedágio (SAU 3). Tome o primeiro acesso de terra à direita e siga as placas indicativas (veja nas georreferências um desvio para possível trecho em desmoronamento). O acesso também pode ser feito partindo do centro de Piraquara (sem indicações).

Área de Serviço

Lanches Canal. Dirceu (41)9222-8647. Estrada da Barragem, s/n, Sítio Rocha - Piraquara - PR.

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Saída23/12/2007 09:00hCuritiba - Tarumã
Chegada23/12/2007 17:00hCuritiba - Tarumã
CustoR$ 7.00Composdu lulis thiago arce
Pedalada72.3 km3h 30'20.7 km/h
Caminhada4.0 km3h 30'1.1 km/h
Total76.3 km7h 00'10.9 km/h
ItinerárioCuritiba - BR277 - São José dos Pinhais - RMs - Piraquara - Morro do Canal - RMs - BR277 - Curitiba

Travessia Vigia-Canal

Final de ano é tempo de fazer projetos novos e criativos, então chegou a hora do O² encarar uma travessia entre montanhas - somada, logicamente, a um bom "pedal de acesso" (essa expressão "aspada" (aspada porque fica entre "aspas", como "aspas" entre "aspas" ali "astrás") significa que para chegar ao local da travessia nós utilizamos tração humana (de nós mesmos, por incrível que pareça)).

O dia estava um tanto quanto pseudo-promissor (tempo de "quase chuva", típico de Curitiba) e nossa programação estava excelente. Tão boa que quando chegamos na base do morro alguém nos questionou como estava lá em cima (na crença de que, pelo horário, já estávamos retornando...). Para concentrar as energias, utilizamo-nos de alimentos "saudáveis" (coxinha, risóles e coisas do gênero) selecionados na lanchonete local.

Nota do Explicativa: Eventuais referências ao "cravo" não são somente delírio condimentar. Nós já fomos até o Morro do Canal num passeio de Pé de Serra, mas por alguma debilidade de orientação identificamo-no-lo-se-lo por "Morro do Cravo". Foi mal. Acontece.

A indiscutível desorientação do planejador oficial do grupo, Dú, foi corrigida na busca por informações sobre a travessia com a comunidade local. O caminho usual é seguir na seqüencia: Torre Amarela > Morro do Vigia > Morro do Canal, o que permeia cerca de três horas ao total, com algumas paradas.

O primeiro trecho até o Torre Amarela era novidade para todos. Diferente de muitas montanhas no Paraná, o caminho passa por entre diversas grotas formadas pelo encaixe entre pedras gigantes (nada como raízes, árvores e cordas para transpô-las). Em alguns pontos é possível ouvir o barulho da água em meio ao breu lá no fundo. Divertido, porém, não tão fácil. Interessante é a chegada no Torre Amarela: a trilha faz um espiral estilo "chegando no cume de um sorvete italiano" (que infeliz isso, mas é por aí). Conhecemos alguns montanhistas que já estavam voltando e seguimos para o Morro do Vigia.

Nota do Editor: Tá, montanhistas sobem montanhas, mas quem sobe Morro é o que? Morrista?

Essa é a parte mais tranqüila, com uma subida sem grandes problemas até o cume desse que é o morro mais alto entre os três. O problema é sair dali: do cume para a continuidade da travessia é necessário descer uma grota muito estreita e profunda (santa habilidade, spiderman!). Logo em seguida vem a primeira e única "grande roubada" da travessia: em uma das bifurações um óbvio "seguir reto" deve ser substituído por um "duvidoso entrar a esquerda". Bem subjetivo isso no meio do mato, é, mas pode servir a alguém algum dia. Ou não, mas pelo menos eu estou com a consciência limpa. Algum tempo descendo as encostas do Morro do Vigia e chegamos à cela entre os dois (ele e o Canal, o Canal e ele), marcada por um paredão onde o que vale é força no braço, porque quase não há onde segurar na rocha. Valeu até uma seqüencia de fotos (tinhamos que arranjar algo pra fazer enquanto os outros subiam...).

Passando o susto, faltava pouco para o falso cume do Canal (não menos interessante, aliás, melhor que o cume verdadeiro). Restou-nos contemplar a travessia a partir do topo daquele que era o último objetivo. Bem, não tão último, é claro que a graça não acabou por aí, afinal descer o Canal também é muito divertido - cordas, correntes, grampos, degraus, grotas e outros da mesma família (uma travessinha bem família, essa - com todo respeito). E como "para bom cicloturista meia... meia? meia suja, basta!", seguimos um trecho de bicicleta até Curitiba ("o trecho" em si era de saibro e asfalto, só as bicicletas eram de bicicleta mesmo). Travessia tranqüila e altamente recomendável!

Texto e comentários por Du, fotos e ilustração por Lulis.

Expedição publicada em 07/12/2008

Arquivo GPX Arquivo KML Mapa Dinâmico
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Georreferências

Foto²s

Foto² 1
o céu mostra que deve ser uma travessia de nuvens - ou uma travessa pequena de claras, talvez?

Foto² 2
transição clara entre trecho pedagiado e acesso ao município. pavimento bem semelhante

Foto² 3
creio que qualquer pessoa falaria sobre as flores das quais não sei o nome

Foto² 4
ao fundo, na ponta esquerda, estreando o morro do canal, como objetivo número 2

Foto² 5
estrada com tratamento estético, um claro clareamento. ah, eu fui irônico na foto 2, viu?

Foto² 6
aproximando-se-me-nos da rótula mais rural já conhecida pelo O², fruto da preservação de um pinheiro

Foto² 7
ascensão no caminho de acesso (não fiz piada com o fruto do pinheiro porque pinhão é semente.)

Foto² 8
bem vindos ao sitio do sr. rocha e, claro, ao morro do canal (leu a placa?)

Foto² 9
arce, joga ou não joga a casca de banana em plena serra do mar?

Foto² 10
amostra da região de grandes cavidades (ah, são hortências! não, não aqui, lá na foto 3)

Foto² 11
o thiago atrás (com todo respeito) parece com uma dúvida momentânea quanto ao trajeto

Foto² 12
lembra a história das cavidades? aqui tem o thiago descendo são por um fio (grosso!)

Foto² 13
tem como dizer que não é uma criança iluminada? talvez até luminosa neh...

Foto² 14
observe que tem um patinho feio no meio dessa comunidade de vermelhos com cabeça azul. dois.

Foto² 15
finalmente um janela. ao nosso lado o torre amarela já desponta

Foto² 16
falando em desponta, até parece próximo. na verdade falta uma boa volta pra chegar aí em cima

Foto² 17
o patinhofeio dessa é o cicloturista alí atrás, e desfocado ainda por cima

Foto² 18
uma claríssima forma de indicar absolutamente coisa alguma. bem, coisa alguma pra cima.

Foto² 19
que tal a vista para??... montanhas sem nomes muito próximas ao canal e ao vigia

Foto² 20
centrado (ou de pé), o rapaz visualiza o objetivo. mais pra esquerda, lulis!

Foto² 21
torre amarela, aí vamos nós, falta pouco!

Foto² 22
parece que foi usado algum efeito nessa foto, provavelmente o efeito serra do mar!

Foto² 23
seu florzinha! não está combinando com o fundo!

Foto² 24
a represa do caiguava permite a "verdeação" da área ao entorno - digo, "em torno" (ops, vazou)

Foto² 25
uma "boa" área mesmo, dando uma quase-volta-completa como ajuda na observação

Foto² 26
bem vindos ao torre amarela, isso quer dizer que nenhum objetivo foi atingido ainda!

Foto² 27
o conjunto de montanhas sem nome que cercam o canal (agora ele não tem como fugir)

Foto² 28
calma, não precisa pular da torre, la vita è bella e estamos aqui para ajudá-lo

Foto² 29
e o torre amarela já fica para trás, agora subindo as costas do morro do vigia

Foto² 30
outro lado da foto anterior

Foto² 31
tenho a impressão que algumas pedras caíram por aqui, de onde será?

Foto² 32
a famosa rocha isolada falicamente reconhecível (com todo respeito)

Foto² 33
agora a pedra formosa citada anteriormente ao lado dos formosos cicloturistas

Foto² 34
dá impressão de que com um passo a mais ele segue para o meio do nada (e não era?)

Foto² 35
aha! agora o torre amarela está lá longe, atrás da pedra fálica (com todo respeito)

Foto² 36
e finalmente um objetivo atingido. bem vindo ao morro do vigia!

Foto² 37
falando em objetivo (com todo respeito): canal, aí vamos nós

Foto² 38
um pequeno detalhe falhamentoso. a gruta grotesca de acesso à trilha

Foto² 39
famosa "errada" de acesso. acho que em breve o dú volta desse leito de rio

Foto² 40
passado um vale (eles aceitam vale lá), chegamos na cela entre o vigia e o canal

Foto² 41
hum, será que o dú vai conseguir? se ele cair a gente volta pelo mesmo caminho que viemos

Foto² 42
são dois cicloturistas numa sessão de pêndulo. aqui só a velocidade número um.

Foto² 43
até que foi fácil. que cara é essa dú? não tem cobra não... com todo o respeito

Foto² 44
relembrando a sessão de fotos de montanhas anominais, por outro ângulo

Foto² 45
uma típica foto clássica do já usual e tradicional morro do canal (não, não, do cravo não)

Foto² 46
que pé branco? bota a bota de volta menino, tá assustando essa claridade

Foto² 47
tá caindo um toró em curitiba!

Foto² 48
pelo menos a diversão não acabou ainda, agora são os degraus

Foto² 49
alguém quer fios de ovos (com todo respeito) sabor tutti-frutti?

Foto² 50
mas o thiago está nessa parede ainda? ah, não, já é outra

Foto² 51
nem tudo são subidas e descidas por aqui, temos que caminhar um pouco

Foto² 52
falando em caminhar, que tal voltar a utilizar o ciclotransporte?

Foto² 53
não se engane, o azul tende para azul-escuro-chumbado e o tempo estava fechando

Foto² 54
a camiseta cinza do dú combina com o céu azul-mais-pra-cinza-que-azul

Reinaldo
[26/07/2010 15:19h]
Show de bola!
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