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O² Expedição

Área de Serviço:

CIDASC - Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho. Funciona somente na alta temporada, e não há necessidade de afiliação. Ótima estrutura, praia de Moçambique a 5 minutos por trilha. Mais informações aqui

Lá-Lá-Lá-Flanops

Lá-Lá-Lá-Flanops é a maneira como as pessoas que moram lá-lá-lá-perto-de-Flanops referem-se à lá-lá-lá-localidade de Lá-Lá-Lá-Flanops (contudo, os moradores de lá-lá-lá costumam abreviar a expressão por apenas Flanops (mas somente enquanto estão lá-lá-lá)). Gramaticalmente observa-se que este termo composto alia a repetitiva e retórica epizêuxis do advérbio de lugar (lá-lá-lá) ao substantivo próprio que denomina a metrópole em questão - embora sincopado de maneira célere e, porque não dizer, carinhosa (Flanops). Compreender pode ser chato, pronunciar impossível, mas ouvir é indispensável: ouça lá-lá-lá-aqui!

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Saída15/01/2007 10:00hItapema - Casa Marcelo
Chegada15/01/2007 18:00hFlorianópolis - Cidasc - Moçambique
CustoR$ 12.00Composdu lulis thiago arce
Pedalada97.5 km5h 06'19.1 km/h
ItinerárioItapema - BR101 - BR282 - Florianópolis (Centro) - SC404 - Av. João Gualberto Soares - Praia de Moçambique

Florianópolis · dia 3

O nosso hospitaleiro anfitrião (não mosquito nem nenhum tipo de tênia), Marcelo, brindou nossa despedida com uma passeio na bicicleta (vulgo veículo mais carregado do grupo em 102% das expedições) do Lulis, à qual julgou estar fora dos padrões normais de pedal (uma vez que ele também é ciclista).

Você leitor ainda deve estar empolgado na sua leitura, uma vez que viagens de três dias são comuns por aqui! Felizmente ainda estávamos muito empolgados nessa altura da viagem, até porque, seria o dia de:

  • Chegar pela primeira vez em uma capital que não a natal (natal no sentido de origem, concepção - vai demorar pra chegarmos em Natal, talvez em um 25 de dezembro de qualquer ano desses...);
  • Chegar em uma grande cidade litorânea;
  • Chegar em uma comunidade com idioma diferente do nosso (maix maix, num é?);
  • Chegar em Lá-Lá-Lá-Flanops;
  • Atingir a maior distância de "ida" em uma viagem;
  • Atravessar a famosa ponte: "Ponte paralela à Hercílio Luz" entre outras realizações pessoais (atravessar uma ilha e etc...)

Chato que fosse, não podíamos mais seguir próximos ao mar (não tinhámos pedalinho na ocasião (e em nenhuma outra)), e a AR101 nos esperava (AR é de Argentina, contabilizamos pela quantidade de ônibus e veículos originados deste país circulando no trecho). Encontramos outro ser da nossa espécie, o Diego. Ele vinha de Curitiba e seguia para Palhoça. Muito feliz nos contou várias história engraçadas, como a vez em que sua pedalada foi completada em uma maca do Siate (ou Xiatche em manezês). Estudante de Geografia, ele viaja sozinho (corrigindo, ele leva um pneu extra) pelo litoral (já esteve em superagui e outros super's por aí).

O O² também é cultura: paramos no museu etnográfico e encontramos uma torneira contemporânea que nos foi muito útil. Alguns quilômetros pela frente e a placa azul indicava: "Bem vindos a Florianópolis!" Obrigado! Ainda bem, imagina pedalar até lá e nem isso receber da cidade? Besteiras à parte, após um sessão de tentativas de atropelamento das bifurcações da entrada de Floripa, chegamos à travessia. Uma curiosa ciclovia abaixo do viaduto nos concede passagem para a Ilhasc.

Sanando todos os anseios promovidos pela Globo em suas novelaix cariocaix, pedalamos na órrrla de Floripa, que é tipo um Rio de Janeiro dos argentinos. Tudo muito ensolarado e bonito - mas eis que surgue um "negócio": a trasposição semi-vertical pré Lagoa da Conceição. Sabes que é Barra atravexar? Não foi fácil chegar ao mirante, mas a vista recompensou, realmente estávamos na Ibiza brasileira. Ciclista gosta mesmo é de pedalar, serra abaixo seguimos sentido "Barra da Lagoa". Já era tarde e estava muito difícil de achar um lugar pra ficar - até surgirem uns turistas com uma dica sobre o CIDASC: um acampamento de férias, de administração público-privada, onde pessoas de motorhome, oriundas de locais com origem ibérica (prefiro não citar países) moram (na alta temporada, quando aberto). Realmente vale a pena, principalmente pela bela praia de Moçambique.

Foto²s

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despedida mui grata de quatro odois ao marcelo e a simone (total de doze rins)

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o marcelo ainda teve tempo de fazer um test-drive no trator do lulis

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e o lulis queimou a largada, como prova o tira-teima

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lá-lá-lá vamos nós! agora chega de fotos de despedida - senão eu choro...

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na ponte do rio tijucas / conheci uma morena / água embaixo água encima ... (citando hélio dos passos)

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opa, que morena que nada, era o diego! foi mal diego, nada pessoal...

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essa foto foi tirada por uma borboleta instantes antes de morrer atropelada pelo thi

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grande morena, diego, digo, diego! issaê, sempre levando o capacete!

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o du num banquinho improvisado, humn, bem, no mínimo suspeito

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museu etnográfico onde vimos umas duas almas penadas e outra sem pena nenhuma

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bem aventurados os que chegaram la-la-la, pois são bem-vindos em flanops

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du! du! a ponte! não, não, a ponte! a ponte! tá, tá, pode parar de apontar...

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você também não se sente como um mosquito preso dentro do olho de um japonês?

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mesmo sem ver o arcílio do olho, essa é só a famosa ponte paralela à hercilio luz

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uma bela vista do sul da ilha em degradé, com tons pastéis de azul, de queijo e de palmito

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a ponte (não, du, não aponte), agora vista em segurança, pelo lado de fora

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a ponte hercilio luz, quase paralela à famosa ponte paralela à hercilio luz

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repita rapidamente: arcílio aponta a ponte hercílio luz, lulis! (mesmo que não aponte ou desaponte)

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ciclovias na orla, orlam vejam! quer coisa melhor pra quem queria contornar a ilha?

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mas sabe-se que nem tudo são flores... existem também as folhas e as subidas impedaláveis

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o sofrido mirante (sabexs que schegar almirante da lagoa é barra, sabexs?)

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uma bela foto do thi, digo, que o thi tirou da lagoa, da joaquina e do cirilo

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agora sim, uma baita panorâmica da vista da lagoa a partir do mirante

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preparado para dispersar toda energia potencial acumulada na subida?

Foto² 49
mais panorâmica, mas do outro lado da lagoa! o outro mirante fica no morro apontado pelo trapiche

Foto² 50
ao norte, meus bravos, pois um camping ainda anseia por ser encontrado e a nós acomodar!

Foto² 51
uma espiadinha no camping e percebem-se as residências argentinas escondidas sob as lonas

· essa expedição não acabou ·

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Não deixe amanhã de lado: dia 4

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