O² Expedição

As Pedreiras do Redondo

A localidade de Redondo, ao leste do centro de Piraquara, é conhecida por comportar as pedreiras do município. Entre estas encontra-se uma pedreira inativa, local pouco explorado embora ótimo para cavalgadas, mountain bike, visitação e até mesmo meditação. A aventura de galgar a pedreira oferece uma bela vista da cidade e das montanhas circundantes, entre elas o Anhangava.

Acesso: Um bom ponto de partida para encontrar as pedreiras é partir da Estação Ferroviária de Piraquara, em direção à Quatro Barras. Tomando a primeira estrada de terra à direita (Av. Jacob Valenga), menos de 5km adiante é possível avistar a pedreira inativa. Utilize o link acima, ao lado do título, para visualizar a referência no Google Earth. Mais informações sobre as pedreiras somente com os moradores locais. Mais informações sobre redondo talvez aqui =)

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Saída22/04/2006 09:30hCuritiba - Tarumã
Chegada22/04/2006 13:45hCuritiba - Tarumã
CustoR$ 0.00Composdu lulis cheps
Pedalada62.0 km3h 27'18.0 km/h
ItinerárioCuritiba - PR415 - RMs - Contorno Leste - Trilha da Floresta Estadual Metropolitana - Estação de Trem de Piraquara - Estrada do Redondo - Pedreiras do Redondo - Curitiba

Redondo

Longe de qualquer tipo de pré-planejamento, o objetivo deste passeio era aproveitar o feriado e o sol (e só). Seguiríamos na direção de Piraquara, buscando qualquer tipo de estrada secundária que satisfizesse a fome de mato que nos é característica (mato não alucinógeno, fique claro).

Depois de cerca de 7 km rodados nas ruelas que divisam Pinhais e Piraquara, acabamos por encontrar o nada provinciano contorno leste de Curitiba. Meio sem jeito, com cara de "fazer o quê" mas ainda dispostos a fazer algo, seguimos o asfalto cruel no sentido de Quatro Barras. Claro que não durou muito tempo.

Nota para pessoas hiperativas: se você está sem paciência, não suporta perder tempo com historinha, quer pegar sua bike destruidora e pedalar loucamente pela trilha da Floresta Estadual Metropolitana, faz assim: pega o seu GoEth, dá uma olhadinha na georeferência abaixo e vai ser feliz. Agora, deixa a historinha continuar em paz porque ainda não chegamos no final feliz.

Cerca de 3km após o viaduto sobre a PR415 (o nome assusta mas é uma ruazinha conhecida sua, acredite), paramo-nos e deparamo-nos com uma trilha semi escondida sobre uma elevação à direita da estrada. Descobríamos ali uma trilha completamente bicicletável que corta a Floresta Estadual Metropolitana (achado tão digno de mérito quanto a pérola da CeCEPA). Não que ela corte a floresta de verdade, até porque é uma área de preservação e não pode ser cortada, mas ela passa por ali. De vez em quando, mas passa. E passa bem, o suficiente para matar nossa sede de mato.

Exploramos algumas trilhas da floresta, seguimos curiosos pelos descampados e recampados da região e, seguindo o princípio de que o mundo é pequeno (o google já colocou ele em monitor de 14"), chegamos à estação ferroviária de Piraquara. Irriquetos pela pequena exploração (foi o du quem escreveu "irriquietos", eu achei meio gay, mas ainda é melhor que "alvissareiros" ou "saltitantes"), seguimos em busca de um caminho que levasse à serra. Ah, a serra. A serra parece que nos chama, sempre, pra dar uma passadinha lá (carente ela, tadinha). E nós, como se ouvissemos o legendário (não o dubladário) canto de uma sereia (ou serrá que serria uma serreia, non?), seguimos intuitivamente em busca das sedutoras montanhas ("até porque elas não vêm sozinhas", diria Maomé). Atendendo ao chamado da serra acabamos por conhecer a região do Redondo e, surpresos ("surpreso" é coisa do dú também), uma série de pedreiras nas costas da Serra do Mar. Sobrou tempo para fazer downhills e uphills em uma pedreira abandonada que, apesar de artificial, se comportou naturalmente na nossa presença.

No anseio de chegar ainda mais perto da serra, acabamos no portão da última pedreira. E só. E pra não dizer somente que só e pronto, sem ao menos subir uma montanha, galgamos uma montanha de Brita com uma curiosa simetria estilo "dunas". Foi aí que descobrimos que nas pedreiras eles não fazem nada além de desmontar as montanhas para, depois, montar de volta pedacinho por pedacinho. Depois de suscitar (ah, isso fui eu mesmo que quis escrever assim, não foi o dú, não) lembranças do nosso passado infantil nas construções, sossegamos e decidimos retornar para casa. E ao findar o passeio já tínhamos matado, além da sede de mato, a sede de morro (meio macabro isso, mas foi assim, sim).

Fotos e divagações por Lulis, mais algumas fotos por Thiago.

Expedição publicada em 09/03/2007

Arquivo GPX Arquivo KML Mapa Dinâmico
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Georreferências

Foto²s

Foto² 1
é, é, é o contorno leste, fazer o quê? sossega e continua pedalando aí

Foto² 2
a serra, nos chamando (encosta o ouvido no monitor que você ouve, é, é)

Foto² 3
a trilha na floresta. aqui até cabia um adjetivo "saltitante", não?

Foto² 4
troncos nus, maneira de avermelhados, nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas

Foto² 5
a verticalidade gótica da floresta deslumbra e impõe respeito

Foto² 6
o du, de porte super pop, de perfil super poser, de cortes super ficiais

Foto² 7
solteiro, atleta, tez bronzeada, 1.75m, ativo. salário à combinar

Foto² 8
e ponte! ou não. sem quedas, mas foi um fiasco pra atravessar...

Foto² 9
deixando a mata pra trás voltamos a ouvir o chamado da serra

Foto² 10
você não tá ouvindo, não? chega mais perto da serra, então

Foto² 11
pequenos bosques ladeados por descampados tingidos de doirado

Foto² 12
tudo bem, chega de floresta. mas não de pedalar, continua aí

Foto² 13
trechos impedaláveis em uma paisagem bem contrastante com a floresta

Foto² 14
aqui o contraste é mais sutil. e isso não é uma montagem, tá. não é, não!

Foto² 15
olha o turismo na região! ah, não é o turismo, não. já sei! é um cavalo

Foto² 16
vídeo exclusivo não conclusivo sobre uma possível eliminação dolosa do cheps

Foto² 17
uma pequena amostra da vista do alto da pedreira. alguém sabe do cheps?

Foto² 18
duna de brita! que fofo, vem cá e me dá um abraço!!! (deja vú de outras piras)

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