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O² Expedição

O Capão da Onça

Localizado apenas à 16km de Ponta Grossa, o capão da onça é uma seqüência de pequenas e largas cachoeiras. O local possui uma pequena lanchonete e banheiros em instalação simples. Constitui-se em um balneário natural com cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais. Não é permitido acampar, de acordo com os funcionários da lanchonete, por motivo de segurança. Não tem custo de entrada.

Acesso: Seguindo pela PR513 existe indicação na estrada de onde se deve entrar; após uma descida de 2km chega-se ao estacionamento.

O Cânion do Rio São Jorge

A propriedade particular que abriga o rio São Jorge, distante apenas 17km do centro de Ponta Grossa, possui uma série de pequenas cachoeiras e piscinas naturais. Através de uma trilha de cerca de 1.000m pode-se chegar ao alto de uma queda de 30m, onde o rio contorna uma série de blocos que se desprenderam à milhões de anos. Trilhando mais 300m chega-se à parte inferior da queda, de onde se tem uma vista ainda mais bela. O local é muito requerido pelos praticantes de rapel. Além dos banheiros e de uma lanchonete, no local estão distribuídas mesas e estruturas para se fazer churrasco. Também é possível acampar e em diversos pontos existem lâmpadas e tomadas. O preço do camping é R$6,00/pessoa/noite, já inclusa a entrada. Para aqueles que não desejam acampar, a entrada é R$3,00/pessoa.

Acesso: O acesso é feito pela estrada para alagados (via rural em bom estado). Contato: Sr. Lourenço (42 3226-3771) (42 9972-2621)

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Saída09/09/2005 09:30hPonta Grossa - Buraco do Padre
Chegada09/09/2005 15:00hPonta Grossa - Cânion do Rio São Jorge
CustoR$ 10.00Compos+du lulis thiago vaina vina
Pedalada33.5 km2h 31'13.3 km/h
ItinerárioBuraco do Padre - PR513 - Capão da Onça - RMs - Estrada para Alagados - Cânion do Rio São Jorge

Ponta Grossa · dia 3

Prosseguindo daqui somente os componentes do O², despertamos cedo para sair rumo aos dois atrativos do dia. Quando já estava quase tudo arrumado pra partir do Buraco, nos deparamos com uma cena no mínimo chocante: um ônibus escolar cheio de mães, pais e crianças - além de muitas barracas, colchões, panelas, isolantes térmicos, etc... Conseguiu imaginar? AH... Não ligue, nós também tentamos achar algum sentido. Depois de conversar com alguns dos organizadores ficamos sabendo que era uma reunião de família e conhecidos que ficariam acampados ali durante 3 noites. Cerca de 40 pessoas sendo a maioria menor de 12 anos. A partir daquele momento percebemos: não é tão difícil conviver entre nós do O².

Como comentado antes, as saídas dos atrativos sempre foram intermináveis. Desta vez não foi diferente, depois de 5km de subida árdua chegamos à rodovia. Mais 2km de subida pelo asfalto até chegar a um trecho denominado pelo thi como: "um dos mais T que eu já pedalei". Justifica-se: a rodovia, no percurso entre o Buraco do Padre e a entrada do Capão da Onça, é bem plana e em altitude maior que a cidade de Ponta Grossa, criando um mirante-contínuo nesse fabuloso trecho.

Depois de ajudar um rapaz, empurrando o que um dia já foi um Passat para o acostamento, chegamos à entrada do Capão da Onça. A principio ficamos descansando, comendo e molhando os pés na água, vislumbrando o complexo de piscinas naturais. Confesso que inicialmente com algum desprezo, considerando-se outros atrativos mais interessantes outrora visitados. Essa imagem passou assim que o responsável pelo local nos indicou a trilha que levava às quedas na parte mais baixa do rio. Surpreendente o "Balneário Natural".

Em uma conversa com o referido proprietário, em seu bar, acabamos obtendo uma informação valiosa: chegar ao próximo atrativo seria possível por estradas particulares rurais, reduzindo em cerca de 15km o trajeto. Após convencer o dono da primeira propriedade seguimos "sempre em frente" - como nos foi explicado... É lógico que, em certos pontos, a solução foi perguntar sobre o caminho. Quase ninguém soube explicar, somente um senhor que trouxe a seguinte informação: "Vocês já passaram da entrada faz algum tempo". A gente pensou: "que bom né?". Depois de entrar no caminho certo ainda perdemos a confiança mais umas 3 vezes até, após algumas "areiaplanagens", atingir o pré-objetivo: a placa indicativa do recanto do Rio São Jorge.

Como toda boa entrada de atrativo, foi só descida e alegria. Nos acomodamos e o almoço foi basicamente condimentos pela falta de pão ou coisas da espécie.

Começa aqui a candidata à melhor parte da expedição: visita ao Cânion do Rio São Jorge. As formações rochosas são muito estranhas e passíveis de comentários e pensamento viajantes. No início são apenas piscinas naturais e pequenas quedas para, enfim, atingir o maior e mais impressionante salto do rio. Após muita contemplação ainda sobrou algum tempo pra se encharcar nas piscinas superiores antes de partir pra janta. Mais uma vez pudemos nos realizar com uma fogueira.

Foto²s

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uma aranha a tecer seu destino entre a poeira cósmica e o vazio absoluto

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acredite, isso não foi o prenúncio de um tombo

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no capão da onça, caminhando sobre as águas. ops, pedalando

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a pequena praia do capão, repleta de buracos sem padres

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sessão relaxante alimentícia informativa e canina

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desafiando a tensão superficial, ciclistas e o simpaticão

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um dos curiosos buracos no leito do rio, sem padre

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e por aqui o capão continua, que beleza...

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e a vontade de estar aqui agora?

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e quando você acha que vai acabar cai de novo...

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beleza em ricos detalhes... hei, acho que ali mora a onça

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espero que não seja a hora da onça beber água

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noção de tamanho? essa criança da foto é 1,90m de thi!

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não, pequena árvore, não se sinta só

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terrenos alternados de areiaplanagem e barroatolagem

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me pulem, me pulem! ahá, eu sabia que não resistiriam!

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as quedas nervosas de são jorge

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o imenso cânion, encontre o du e o thi pra ter noção...

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o espetacular salto do rio são jorge, sem palavras

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a queda, por baixo. isso deve molhar. e doer

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os imensos blocos por donde desabam as águas do são jorge

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magnific... mas aquela parada da aranha foi muita viagem

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tente compor a cena, a geologia. em blocos, claro

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um pequeno paraíso em cada canto do pé da queda

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falando em compor em blocos...

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sede de natureza

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acho que o édem tinha essas cores, assim assim

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antes da queda, a tranquilidade do são jorge

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a paisagem de fim de tarde fecha o dia com chave de ouro

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mais uma noite ao constante som da água corrente

· essa expedição não acabou ·

Terminou a viagem por hoje?
Não deixe amanhã de lado: dia 4

Fernanda
[13/11/2013 23:23h]
Olá, vc pode informar se o camping da Mariquinha tem quiosques e banheiros com chuveiro quente? Obrigada
o² expedição
[17/11/2013 13:49h]
Fernanda, a estrutura lá é bem simples e focada na visitação da cachoeira. Não há quiosques, apenas gramado para camping. Há alguns banheiros precários e apenas uma ducha quente. Acampamento lá é pra ser mais selvagem, com banho de cachoeira ;)
caius marcellus
[19/01/2014 14:45h]
Boa tarde. Faz um bom tempo que estou atrás de informações sobre esse "Morro do Gambá". Qual é o acesso para lá?
o² expedição
[21/01/2014 20:21h]
Caius, infelizmente a única coisa que sabemos - porque alguém nos alertou - é o nome do Morro.
caius marcellus
[27/01/2014 11:35h]
Bom dia. Volto aqui para relatar que consegui chegar ao "Morro do Gambá". O nome verdadeiro é Morro das Endoenças, e fica localizado na propriedade da Família Valente, na Estrada das Endoenças. A entrada não é permitida pelos proprietários que, aliás, são pessoas incríveis. :)
o² expedição
[28/01/2014 20:20h]
Valeu pelo update Caius! Esses morros e suas várias denominações... Que bom que pelo menos descobriu que é proibido de uma forma simpática.
Caro leitor, sinta-se livre para comentar sobre esta expedição! Embora o O² não se responsabilize pelo conteúdo dos comentários (vide nossa política de uso), perceba que aqueles julgados inadequados serão enviados ao limbo eterno. Sem volta. Nem pedalando.

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