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O² Expedição

A Cachoeira da Mariquinha

Localizada no vale do rio Quebra Perna, em uma fazenda não muito distante vetorialmente do Buraco do Padre, a Cachoeira da Mariquinha é uma belíssima queda de 30m de altura. A entrada custa R$2,00 e a estrutura oferecida além da área de estacionamento / camping é um banheiro e uma lanchonete, provavelmente ativos somente na alta temporada. Dois rios próximos ao "estacionamento" formam prainhas onde se pode tomar banho. A cachoeira também possui um bom espaço onde se pode fazer o mesmo, e é possível acampar em ambos locais. Um ponto que traz uma vista mais completa da cachoeira é o alto de um arenito no lado oposto do vale, passível de ser alcançado por trilhas alternativas (mais complicadas por causa das pedras).

Acesso: pela PR513 - Rodovia do Talco - distante cerca de 32km do centro. Após passar a igreja de Passo do Pupo, acessar a PR513 (saibro) à direita. Após 2,2km entrar à direita em uma placa escrita "Tayna". Depois de 9km pela estrada principal chega-se à sede onde há acesso por trilha (cerca de 1.000m) à cachoeira.

O Buraco do Padre

Localizado no distrito de Itaiacoca, município de Ponta Grossa. O nome foi dado porque o lugar era um refúgio para os jesuítas, proprietários das sesmarias de terras do rio Pitangui que abrigavam também o antigo caminho das tropas. O local muito curioso é uma formação rochosa com abertura superior de 43m de altura e 19m de diâmetro, dentro do qual caem as águas do Rio Quebra Perna, formando uma cachoeira de 30m de altura e uma piscina natural. A furna é acessada por uma trilha de aproximadamente 1.000m que adentra, por uma fenda, no buraco. Ainda existem outras trilhas pelas quais se pode chegar à parte superior do buraco e a outros arenitos semelhantes aos de Vila Velha.

Acesso: dista somente 26km do centro de Ponta Grossa através da PR513, sendo apenas os últimos 5km por estrada de terra.

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Saída08/09/2005 12:00hPonta Grossa - Cachoeira da Mariquinha
Chegada08/09/2005 14:30hPonta Grossa - Buraco do Padre
CustoR$ 0.00Compos+du lulis thiago vaina vina
Pedalada19.8 km1h 24'14.1 km/h
ItinerárioCachoeira da Mariquinha - Passo do Pupo - PR513 - RMs - Reserva Natural Buraco do Padre

Ponta Grossa · dia 2

Você que teve a curiosidade de ler o primeiro dia até o final vai entender um pouco mais sobre emoção e "impacto psicológico" no segundo dia. Um frio infernal, mas suportável, durante a manhã. Os mais dispostos - Lulis, Dú e Vina - acordaram relativamente cedo e se depararam com as imagens que podem ser vistas nas fotos. Gigantescas formações rochosas ao fundo no meio de uma paisagem paradisíaca. É claro que as imagens não podem expressar a reação daqueles que acamparam sem saber o que era o quê e, de repente, se deparar com aquilo.

Os mesmos citados acima foram em busca do objetivo que, afinal, ainda não tinha sido alcançado: a Cachoeira da Mariquinha. Após fazer uma triagem "errada", finalmente descobrimos uma trilha com ares de principal: bem batida, com lixeira e pontezinhas. Trinta minutos depois, caminhando rapidamente, avistamos a Cachoeira da Mariquinha, pela parte inferior. Sensação novamente indescritível e "infotável". Como o resto do bando ainda estava dormindo, voltamos bem rápido ao acampamento para reunir a galera.

A idéia era fazer a trilha com eles logo após o café mas, depois de acordar instigados, resolvemos caminhar pela tal formação rochosa primeiramente. De tanto caminhar sobre a escarpa, chegamos a um mirante da Cachoeira da Mariquinha, que inclusive, traz uma vista melhor que a da trilha. Muitas fotos e reflexões espirituais até conseguir alcançar o acampamento de novo e iniciar a trilha pra parte inferior novamente. Na cachoeira, os únicos "loucos" que entraram na água foram o Lulis e o Vina - estava realmente frio.

Tudo limpo, arrumado, hora de ir embora; encontraríamos os "piás de carro" no Buraco do Padre após o Almoço.

Aqui se inicia uma nova profecia: As SUBIDAS para sair do atrativos (TODOS) da viagem. Obviamente houveram trechos, saindo da Mariquinha, que somente empurrando a bicicleta (e desatolando da areia) para vencer. Passo do Pupo foi mais uma vez o ponto de parada, dessa vez muito mais agradável - ou seja, almoço.

Satisfeitos com a comida colonial ou não-tão-colonial, percorremos mais 3 km: lá estava a entrada pra Reserva Natural Buraco do Padre. MUITO tempo de descida (na cabeça já se passava o problema que isso causaria no dia seguinte). Os "piás de carro" já não tinham mais paciência pra esperar, quando chegamos: foi o tempo de prender as bicicletas e já iniciamos a trilha do Buraco do Padre.

Quando adentramos a furna, o pensamento dos componentes era o mesmo de todos humanos que já se enfiaram por aquelas bandas: "Mas COMO?", "Como assim?", "Peraí, mas?", "ÃH?" e assim vai até chegar-se à conclusão de que nem tudo tem necessidade ser explicado. É claro que um geólogo poderia explicar facilmente mas, para nós, nem importava mais: Somente a beleza e energia do local já eram suficientes. Depois de tanta pira, subimos para avistar na parte superior e ficamos passeando pelas formações areníticas.

No final do dia a galera que foi de carro seguiu pra Curitiba, enquanto o O² concluía 50% da expedição. Janta, uma quase fogueira e surge a idéia já esperada: Passar um medão, fazer a trilha 10:30 da noite e ficar dentro do Buraco do Padre no breu. Bateu um medo com certeza de medo, mas valeu a pena!

Nota estupidez para o Dú: a criança estava brincando à noite na beira de um riozinho, ao lado do acampamento, com os dois ciclocomputadores (dele e do lulis) no bolso da blusa (justo por ser o responsável por tomar nota dos dados). De repente ele dá um pulo, alegre e saltitante, deixando cair ambos os ciclos. Só ouve delicamente o lulis comentar "pula na água mesmo porra!". Este ainda encontrou o seu ciclo na margem do rio. O Dú, porém, com toda sua habilidade, acaba dando por perdido seu velocímetro. Ê criança!

Foto²s

Foto² 16
o carro do vina no estacionamento pseudo camping

Foto² 17
entre os arenitos, ao longe, desponta a mariquinha

Foto² 18
foto do mirante, atrativo turístico e de turismólogos

Foto² 19
todos os tropeços e a grande queda da mariquinha

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agora com équiu! équiuturistias!

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formações pedregosas características das paisagens da região

Foto² 22
tão seca quanto as rochas, tão viva quanto sua fractal galhagem

Foto² 23
travessia em uma das prainhas naturais dos arredores

Foto² 24
panorâmica das rochas anteriores, vistas do outro lado do vale

Foto² 25
o homem que contemplava e o tempo (tempo ruim...)

Foto² 26
mais uma pausa iluminada num breve mergulho no infinito

Foto² 27
ela, linda leve e larga, a própria mariquinha

Foto² 28
agora sim, o mergulho no infinito. gelado lá no infinito

Foto² 29
campos verdejantes a suplicar: me pulem, me pulem!

Foto² 30
mas já? estamos entrando no buraco do padre!

Foto² 31
a inusitada - e mui bela - cachoeira do interior do buraco

Foto² 32
a fenda da entrada e a impressão de que tudo desmoronará

Foto² 33
no alto, uma fresta de céu: o próprio buraco, ele mesmo

Foto² 34
tem como não ficar abismado ao admirar a beleza singular do local?

Foto² 35
a cahoeira, de cima, da borda do buraco de outrem

Foto² 36
o fluxo nervoso que antecede a queda

Foto² 37
tem morcego aí mesmo? sério? ah, não vou não...

Foto² 38
uma pequena queda antes do buraco

Foto² 39
o buraco, visto de longe. que furada!

Foto² 40
contemplação insolação e apontamentos interessantes

Foto² 41
tudo por aqui parece desintegrar e desmoronar o tempo todo. divertido

Foto² 42
estávamos lá em cima há pouco, agora é hora de camping

Foto² 43
e foram! até +, vinas e gaúcho! agora somos só o2 (ou três)

Foto² 44
um pouco de fogo pra aquecer a conversa e, claro, espantar mosquitos

Foto² 45
um registro quase abstrato da visita noturna ao buraco

· essa expedição não acabou ·

Terminou a viagem por hoje?
Não deixe amanhã de lado: dia 3

Fernanda
[13/11/2013 23:23h]
Olá, vc pode informar se o camping da Mariquinha tem quiosques e banheiros com chuveiro quente? Obrigada
o² expedição
[17/11/2013 13:49h]
Fernanda, a estrutura lá é bem simples e focada na visitação da cachoeira. Não há quiosques, apenas gramado para camping. Há alguns banheiros precários e apenas uma ducha quente. Acampamento lá é pra ser mais selvagem, com banho de cachoeira ;)
caius marcellus
[19/01/2014 14:45h]
Boa tarde. Faz um bom tempo que estou atrás de informações sobre esse "Morro do Gambá". Qual é o acesso para lá?
o² expedição
[21/01/2014 20:21h]
Caius, infelizmente a única coisa que sabemos - porque alguém nos alertou - é o nome do Morro.
caius marcellus
[27/01/2014 11:35h]
Bom dia. Volto aqui para relatar que consegui chegar ao "Morro do Gambá". O nome verdadeiro é Morro das Endoenças, e fica localizado na propriedade da Família Valente, na Estrada das Endoenças. A entrada não é permitida pelos proprietários que, aliás, são pessoas incríveis. :)
o² expedição
[28/01/2014 20:20h]
Valeu pelo update Caius! Esses morros e suas várias denominações... Que bom que pelo menos descobriu que é proibido de uma forma simpática.
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