dia 2introdução

O² Expedição

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Saída07/09/2005 08:00hCuritiba - Tarumã
Chegada07/09/2005 19:00hPonta Grossa - Cachoeira da Mariquinha
CustoR$ 0.00Compos+du lulis thiago vaina vina
Pedalada125.4 km8h 42'14.4 km/h
ItinerárioCuritiba - Sta. Felicidade - PR090 - Campo Magro - Bateias - Pq. Nacional do Açungui - PR513 - Passo do Pupo - Cachoeira da Mariquinha

Ponta Grossa · dia 1

Como é bom levantar bem cedo e pensar: Hoje vou ficar pelo menos oito horas em cima de uma bicicleta! (não em uma ergométrica - aí até entenderia o desapontamento...)

Saindo no horário quase previsto, considerando que - incrivelmente - o Thiago não estava atrasado, seguimos rumo à Estrada do Cerne. Este paseo é considerado místico para o grupo: uma peregrinação cansativa e desesperadora ascendendo a escarpa devoniana por sinuosos caminhos de terra. Na viagem do guartelá já havíamos passado por essa provação...

Saindo por Santa Felicidade, paramos em Bateias para um lanche enfeitado por um belo conjunto de montanhas ao fundo (pseudo identificado como Morro do Palha). A chuva desta vez não deu o ar de sua desgraça: desviando das nuvens (por sorte) chegamos ao fim do dia secos (mais ou menos).

As curvas e desníveis foram, como sempre, dignos da PR090. No horário do almoço (para pessoas normais) chegamos à bifurcação que leva para Ponta Grossa - trajeto totalmente inédito para o grupo. Não que a nossa esperança fosse importante - ou mesmo tivesse que ser considerada - mas a idéia era facilitar deste ponto em diante. Salgada ilusão: a dificuldade foi aumentando e o esgotamento também...

Nessas horas surguem idéias do tipo: "Que é que eu to fazendo aqui?", "Quando vai acabar essa subida?", "Meu joelho não tá mais aguentando há uns 20km...", "Só mais um minuto de subida ou mais uma hora?". Tudo bem desesperador, mas sempre lembrado através de risadas...

O sol já estava se escondendo quando atracamos no Passo do Pupo. Thiago e Lulis deviam imaginar o óbvio: "foi tudo bem planejado pelo Dú e devemos estar há alguns minutos do objetivo, que por sinal também deve estar bem definido". É lógico que não. Sem muito cudoce vamos direto às erratísticas: mais 13km por estradas de terra, sendo 3 retornando e outros 10 inéditos compostos por subidas, descidas e areiaplanes. Sim, a nova sensação do momento: areiaplanagem - ou areiaencalhagem. Difícil acreditar que em alguns trechos fosse tão difícil sair do lugar ou não cair no areial. Nessa altura encontramos o Vina e, realmente iluminados pela luz do seu carro, seguimos (nos perdendo) pelos campos gerais atrás da tal Mariquinha. Ao final da estrada encontramos "uma intenção de estrutura" para visitantes, logo julgamos (sem muita convicção) ser o lugar certo.

À noite, depois de muito cansaço, fizemos AQUELA sopa e - ao som da Viola do Vina - ficamos cantando e filosofando sobre coisas absurdas ou tão não absurdas como: "Será que realmente dá pra ver as luzes de São Paulo a partir do Pico Paraná?".

Uma última informação: não dava pra ter a mínima idéia de onde estávamos. Perdidos no breu total, ouvíamos apenas alguns animais (além de nós mesmos) e o barulho de algum rio bem próximo.

Foto²s

Foto² 1
paradinha alimetícia sob proteção divina

Foto² 2
agora a seiva: pedalando no núcleo do cerne

Foto² 3
este não é o morro do palha, como pensamos, mas sim o morro do gambá (dica do Alexandro Stella)

Foto² 4
uma nesga de céu azul merece até pose pra foto

Foto² 5
parada obrigatória na bica duma subida (como se fosse só uma)

Foto² 6
cercados de vegetação por todos os lados

Foto² 7
araucárias top top da floresta nacional do açungui

Foto² 8
ir pra longe pra estar longe e ver ao longe...

Foto² 9
nota dez em cicloturismo sincronizado e colorido

Foto² 10
ah, como que queria estar aqui... e estou!

Foto² 11
sai da frente que tem mais gente que quer estar aqui!

Foto² 12
a montanha anuncia o ocaso ao acaso, digo, aos ciclistas

Foto² 13
e espetáculo do fim do dia é tão imenso quanto o desespero

Foto² 14
asfalto! ah, mas não é pra agora não, pode voltar!

Foto² 15
repita rápido: o salim saliva lento à lúgubre luz da lua lasciva

· essa expedição não acabou ·

Terminou a viagem por hoje?
Não deixe amanhã de lado: dia 2

Fernanda
[13/11/2013 23:23h]
Olá, vc pode informar se o camping da Mariquinha tem quiosques e banheiros com chuveiro quente? Obrigada
o² expedição
[17/11/2013 13:49h]
Fernanda, a estrutura lá é bem simples e focada na visitação da cachoeira. Não há quiosques, apenas gramado para camping. Há alguns banheiros precários e apenas uma ducha quente. Acampamento lá é pra ser mais selvagem, com banho de cachoeira ;)
caius marcellus
[19/01/2014 14:45h]
Boa tarde. Faz um bom tempo que estou atrás de informações sobre esse "Morro do Gambá". Qual é o acesso para lá?
o² expedição
[21/01/2014 20:21h]
Caius, infelizmente a única coisa que sabemos - porque alguém nos alertou - é o nome do Morro.
caius marcellus
[27/01/2014 11:35h]
Bom dia. Volto aqui para relatar que consegui chegar ao "Morro do Gambá". O nome verdadeiro é Morro das Endoenças, e fica localizado na propriedade da Família Valente, na Estrada das Endoenças. A entrada não é permitida pelos proprietários que, aliás, são pessoas incríveis. :)
o² expedição
[28/01/2014 20:20h]
Valeu pelo update Caius! Esses morros e suas várias denominações... Que bom que pelo menos descobriu que é proibido de uma forma simpática.
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