dia 2introdução

O² Expedição

O Fenômeno Supersônico

Física, Medicina e Cicloturismo são ciências que gozam de relações bastante íntimas. Independente dessa promiscuidade, estudos conjutos têm revelado a multiplicação acelerada do chamado fenômeno supersônico no meio expedicionário. Acompanhe:

O Efeito Supersônico é resultado de distúrbios nas glândulas e nas pequênulas manifestações hormonais de pouso e re-pouso. Índices elevados e remissivos de travesseroma na corrente sanguínea afetam o sistema muito nervoso central, causando super super super-mas-muito-super-mesmo altas no nível sônico, inibindo a consciência e causando então a nominativa reação: o sono imediato. Classifica-se o coeficiente de aceleração sonífera, progressivamente, em: sonolento, sonorápido e supersônico.

Os supersonêcos, pessoas afetadas pelo fenômeno, estão sujeitas à manifestação de distorções guturais involuntárias - como no caso do Arce e do seu ronco supersonoro. Além dele, o thi completa o quadro de supersonêcos do O² Expedição, totalizando vinte por sessento de contágio no grupo.

x1
Saída25/03/2005 08:00hCuritiba - Tarumã
Chegada25/03/2005 13:00hLapa - Pq. Est. do Monge
CustoR$ 0.00Composdu cheps thiago arce
Pedalada80.0 km5h 00'16.0 km/h
ItinerárioCuritiba - BR476 - Lapa

Parque do Monge · dia 1

Praticamente não-muito-atrasados-por-causa-do-thi-como-sempre saímos acompanhandos de um garoazinha chata. O tempo melhorou, esquentando aos poucos e, quase na hora do almoço, já estávamos com alguma insolação. Após uma pequena parada no SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário - rodovia do xisto, recém pedagiada) para tomar o costumeiro cházinho/cafézinho, seguimos para o centro da Lapa com o objetivo de comprar mantimentos. Em função da proximidade da Páscoa compramos alguns chocolatinhos (inédito!) para comemorações posteriores.

Sem mais delongas no centro, seguimos para o Parque do Monge - mais 4km. Lá fizemos os devidos registros com a polícia florestal e partimos para o almoço, refeição realmente triste: miojo-sopão-escoado. De sobremesa, apesar de diversas manifestações do fenômeno supersônico, organizamos um passeio para conhecer o parque - afinal viajamos para conhecer, não para dormir...

Após uma breve passagem pelo mirante, seguimos às trilhas. Inicialmente existe calçamento - caminho à gruta que no passado abrigou o monge João Maria. Ali encontram-se fotos, velas, imagens de santos, placas de homenagem - enfim - artigos que deixam o ambiente um pouco denso, talvez por configurarem, além de agradecimentos pelas graças recebidas, súplicas de ajuda ao santo canonizado pela população.

Além do calçamento, caminhamos por cerca de uma hora explorando as reentrâncias entre os paredões do local. Na metade da tarde paramos para descansar em um dos últimos pontos em que se podia vislumbrar a cidade. Após muita conversa inútil e alguns ataques de formiga, tentamos voltar diretamente à estrada de acesso ao Parque (parelela às trilhas).

Utilizando-se do melhor senso "sem-noção", seguimos abrindo uma picada no mato para agilizar o acesso. Cinco minutos depois avistávamos a estrada - todos seguiam alegremente como teletubbies em colinas verdejantes, na direção de uma estátua próxima. A partir daí o dú começou a sentir um pequeno formigamento na perna. No melhor estilo "não deve ser nada / não é nada / realmente não deve ser mais que uma picada de abelha", ele prosseguiu com o grupo até não mais aguentar o formigamento. Só então os outros componentes perceberam que algo realmente sério estava acontecendo.

Duas pequenas marcas na perna do du sugeriam tratar-se de uma picada de cobra - a descuidada "picada aberta no meio do mato" ganhava agora duplo sentido. Pela primeira vez um componente passava por uma situação tão adversa. Caminhando precariamente até o posto da polícia florestal, recebemos do encarregado a notícia de que não havia muito o que fazer - no máximo chamar o siate, o que demoraria muito. Em comum acordo, thiago e du prosseguiram de bicicleta até o hospital da Lapa - com perna esquerda ou sem perna esquerda teríamos que chegar lá.

Nesse momento o cenário da viagem se divide em dois: o Hospital e o Acampamento.

O Hospital

Atendido rapidamente, entre injeções, soros e diferentes diagnósticos, o du (dupado) foi encaminhado para um quarto - seu pouso nesta noite. Seu último pedido - que dramático! - foi para que o thi voltasse ao acampamento pra não ter que dormir em uma cadeira de hospital.

O Acampamento

O cheps e o arce passaram o restante da tarde conversando e fazendo café. Ao anoitecer jantaram mais um macarrão-contra-sopão. Cerca de 21h o thiago retorna - assustando eles por não o virem, assustado por fazer o trajeto sozinho à noite.

Foto²s

Foto² 1
primeira parada: jogados em um posto comendo bolachas ordinárias

Foto² 2
portal de entrada de contenda, no melhor estilo pluri-cultural

Foto² 3
parada para encher o pneu com direito á vista

Foto² 4
invasão de mais um SAU novo pelo O², chá e café

Foto² 5
calçada (ciclovia para nós) que corta a Lapa na avenida principal

Foto² 6
amor á primeira vista: thi e vaquinha mu-mu

Foto² 7
a referida refeição: miojo-sopão-escoado

Foto² 8
mas não é uma criança gordinha brincando num antigo rolo compressor?

Foto² 9
thi e vista panorâmica do mirante do parque

Foto² 10
realmente existe uma trilha aí no meio!

Foto² 11
formações pedregulhosas, musgosas, arborosas e matosas

Foto² 12
thi tentando aplicar o que aprendeu nas suas aulas de escalada

Foto² 13
realmente é uma paisagem mutio estranha, diversidade de elementos

Foto² 14
pequena manifestação de infra-estrutura, e o thi batendo a cabeça

Foto² 15
arce iluminado observando o thi brincando nas entraças

Foto² 16
psicodélica e vertiginosa mistura de elementos

Foto² 17
corredor sem saída entre os paredões

Foto² 18
acredite se quiser, depois dessa curva o corredor acaba

Foto² 19
manifestação natural do fenômeno supersônico

Foto² 20
espaço no meio de um paredão para observação

Foto² 21
agricultura, pecuária, pedras e... cheps!

Foto² 22
vista de um ponto extremo ao oposto

Foto² 23
mais uma foto do tipo capa de cd

Foto² 24
tela mosquiteira menezes: é o fim da picada!

· essa expedição não acabou ·

Terminou a viagem por hoje?
Não deixe amanhã de lado: dia 2

Caro leitor, sinta-se livre para comentar sobre esta expedição! Embora o O² não se responsabilize pelo conteúdo dos comentários (vide nossa política de uso), perceba que aqueles julgados inadequados serão enviados ao limbo eterno. Sem volta. Nem pedalando.

o² expedição · cicloturismo | 2003 · 2017 | curitiba · brasil | permitida reprodução desde que citada explicitamente a fonte: odois.org | política de uso | webdesign por lulis

firefox chrome opera ie 8+ CC-BY-4.0