O² Expedição

A trilha do nome indefinível

A trilha do Anhaia, Nhanha, Ainha, Anhanha, Anhanhanha tcha-nã-nã, que na realidade é o nome de uma localidade no município de Morretes, começa do lado oposto à quem vai sentido litoral, na BR277. O ponto de referência é um retorno, o único próximo ao viaduto dos padres. Do próprio retorno você enxerga algumas casas, entre elas há uma estrada que é exatamente o início da trilha. São cerca de 17km até o centro de Morretes.

Apesar das muitas denominações, oficialmente, segundo o material do IBGE, trata-se da Anhaía.

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Saída05/09/2004 09:00hCuritiba - Jardim das Américas
Chegada05/09/2004 18:30hCuritiba - Tarumã
CustoR$ 2.00Composdu bruno thiago arce fran6
Pedalada145.0 km7h 15'20.0 km/h
ItinerárioCuritiba - BR277 - Trilha da Nhanha - RMs - Morretes - S.J. da Graciosa - Estrada da Graciosa - BR116 - Curitiba

Tríplice Aliança

Dois finais de semana antes deste passeio o Du havia planejado uma descida pela BR277 com destino à serra do mar e, em função de outros compromissos, decidimos que realizariamo-no neste feriado.

As únicas informações reunidas até a tarde do dia anterior consistiam em pedalar até o viaduto dos padres, retornar para Curitiba encerrando a pedalada no Parque Barigui. Nos primeiros minutos de domingo, por intermédio de forças digitais (vulgo msn), Du e Thi, observando algumas fotos de uma trilha que iniciava próxima ao viaduto dos padres, redefiniram o trajeto.

Saímos atrasados da casa do thi (9h ao invés de 8h) seguindo pela BR277. Logo encontramos um pelotão de speed e resolvemos andar no ritmo deles (35km/h) para aproveitar o vácuo. Grande erro: na empolgação de chegar mais rápido ao viaduto do padres esquecemos que a nossa volta seria muito pior que a deles. Sem maiores complicações chegamos ao Mirante da Serra alguns quilômetros após o viaduto.

Ainda era meio-dia quando, perguntando à população local, encontramos a trilha que ia do Mirante até Morretes.

Apenas alguns metros após o início da descida aparece o Bruno caído numa curva. O freio da bicicleta apresentava um defeito inexplicável e, por ser o mais cauteloso em decidas, quem assumiu o guidão a partir daí foi o Du. Como o ritmo caiu drasticamente o Thi resolveu examinar mais uma vez o freio e, após muitas discussões e tentativas (como hachurar as borrachas e aros), descobriu que o problema era o protetor do cabo que havia ressecado (limpezas à querosene), tão duro que impedia que o manete acionasse totalmente o freio.

Alguns km depois da descida chegamos ao centro de Morretes. Almoço à base de bolachas (muito nutritivo como sempre) e caldo de cana. A opção de volta foi a subida pela Estrada da Graciosa, algo novo para o grupo. O trecho entre Morretes e São João da Graciosa apresenta um aclive considerável que, aliado ao forte sol, nos levou ao extremo cansaço antes mesmo de chegar ao pé da serra.

O caminho de forte subida - com predominância de paralélepidos - nos levava a parar brevemente a cada 2km. Após muito esforço e consumação do ato que nomeia este passeio, chegamos ao portal de entrada da estrada da graciosa.

Para completar, durante o retorno pela BR116 o pneu do du furou no meio da Vila Zumbi. Fizemos um Time Trial - certamente o nosso recorde em trocas rápidas - antes que saíssemos de lá sem pneu, sem bike, sem roupa...

texto por Du.

Expedição publicada em 19/09/2004

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Georreferências

Foto²s

Foto² 1
quem nunca caiu com pedal clip atire a 1ª pedra

Foto² 2
estrada que levaria a morretes via muita pedra

Foto² 3
descanso em morretes

Foto² 4
saída de morretes. a caminho da graciosa!

Foto² 5
parada para repor energias, falta pouco para serra

Foto² 6
o sol desgasta os que querem pedalada... simbora!

Foto² 7
e a t.a. foi completada, objetivo bem claro na foto

Foto² 8
portal da serra da graciosa, objetivo alcançado

jakson
[05/05/2010 23:47h]
Excelente o seu texto. Parabéns.
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